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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cotolengo : recuperação humana NOTA 10. Preservação ambiental NOTA 0

A capela do Pequeno Cotolengo,antes sombreada por lindas árvores,
agora ardia sob um sol de 33 graus.
A instituição Pequeno Cotolengo Paranaense comemora, neste mês, 51 anos de atuação em Curitiba. Trata-se de uma organização não-governamental exemplar no apoio, tratamento e recuperação de seres humanos com necessidades especiais e temos que parabenizá-los imensamente por toda esta linda história ao longo de 5 décadas.
Devido justamente a este trabalho tão importante para a melhoria do ser humano que eu me espantei com as cenas (algumas retratadas nestas fotos) que presenciei no último domingo (03/04/2016), durante o tradicional churrasco beneficente que a instituição promove mensalmente: um antigo bosque, presente no terreno com mais de 120.000m² no bairro Campo Comprido (Curitiba, PR) onde está instalada a sede do Pequeno Cotolengo Paranaense, foi totalmente destruído! Este bosque - composto com mais de 100 árvores centenárias - era utilizado como estacionamento sombreado aos domingos. Aconteceu que neste último dia 03, o calor era imenso em Curitiba em pleno outono (a temperatura beirava os 33 gaus) e o frescor das árvores foi substituído por carros, muitos carros soltando fumaça... Enfim, praticamente um deserto, difícil até de olhar, tamanha a feiura dos tocos no chão e o reflexo que o sol causava, devido à lataria dos veículos.
Eram dezenas de árvores que sombreavam os veículos no estacionamento. Agora, restam apenas calor, desolação, tristeza..
A atitude de uma instituição exemplar foi bastante extremista. Praticamente um extermínio das árvores. Em resposta a um questionamento em sua página numa rede social, o Pequeno Cotolengo afirma que as árvores estavam "apodrecidas". Bem, não é o que se vê nos tocos que restaram no chão. Além do mais, como dezenas de árvores iriam "apodrecer" ao mesmo tempo? Alega-se que foi feita análise e que a Prefeitura de Curitiba autorizou. Até acredito que uma poda e até corte de um ou outro exemplar poderia ser justificado por um laudo técnico. Mas a simples eliminação de TODO o bosque, que compunha o complexo arquitetônico da instituição, formando um parque, foi muito estranha.

No bosque destruído haviam árvores de diversos portes.
O que justificaria a eliminação de todas elas?
Atitudes como esta depõe contra qualquer instituição que atende à comunidade. É óbvio que nada desmerece o lindíssimo trabalho realizado ao longo destas cinco décadas, como registrado no início deste texto. Porém, é preciso entender que não basta apenas a recuperação humana. A preservação ambiental faz parte, também, da nossa própria sobrevivência. De nada adianta realizar fisioterapias, tratamentos medicamentosos, ressocialização, etc. se estas pessoas que ali residem não tiverem o seu meio-ambiente preservado.
Além disso nós, cidadãos frequentadores e colaboradores da entidade, nos sentimos mal que decisões como estas sejam tomadas à revelia. A impressão que fica é que o Pequeno Cotolengo cometeu uma agressão contra todos nós. O ambiente realmente ficou inóspito no local. No lugar do frescor do bosque via-se apenas a lataria dos carros brilhando sob um sol escaldante (em plena era das mudanças climáticas), com muita fumaça e poeira, que agora não são mais filtradas pelas árvores, porque elas simplesmente não existem mais!

Visão geral do estacionamento,que antes era sombreado por lindíssimas árvores
Talvez a sociedade, em geral, nem se importe tanto com a preservação das árvores, mesmo com toda informação disponível hoje em dia sobre ilhas de calor formadas nas grandes cidades devido, justamente, à ausência de verde (causando, inclusive, grandes tempestades). Os realmente preocupados são minoria, pois vê-se muitas árvores serem totalmente destruídas pelos moradores nos bairros de Curitiba. Outras, a prefeitura também ajuda a destruir sem justificativa plausível, conforme já mostramos em alguns posts aqui deste blog. Uma ação violenta como a empreendida por tão notável instituição só serve para "deseducar" ainda mais a população e banalizar ainda mais a derrubada das árvores, fazendo com que os cidadãos pensem que isso é "normal" e "necessário" (levando-os a pensar que, se eles derrubam, eu também posso derrubar árvores). Tudo isso aliado à impunidade vigente em nosso país, está formado o ambiente propício para a não-sobrevivência do verde.
É uma pena. O país com a maior biodiversidade do Planeta, despreza suas florestas, seus bosques, seus rios, seus animais nativos... E nosso maior patrimônio vai acabando. Com ele, nossas vidas.
Preservar vidas humanas é necessário. Mas preservar a natureza é ainda mais, pois os seres humanos fazem parte dela e sem ela não sobrevivem!

Vista aérea do Pequeno Cotolengo,com o bosque hoje destruído na parte de cima, lado esquerdo da foto.
Fonte: imagens da internet.
A capela, que antes era sombreada, agora sob sol escaldante.
A destruição do verde espalha-se por toda parte.



sábado, 7 de novembro de 2015

No bairro Água Verde,7 árvores destruídas em uma só rua

Já são tantos os crimes ambientais que vêm ocorrendo aqui em Curitiba, que poderíamos rebatizar o apelido da cidade de "capital ecológica" para "tocolândia". Sem nenhum censo de humor, este é o cenário triste que temos presenciado em todos os bairros da capital paranaense, por mais que o marketing oficial da prefeitura (ou "prefs", como dizem no Facebook) esconda isso.

Agora, achei o cúmulo o ocorrido nesta semana, na calçada da rua Samuel Cezar, esquina com a Monsenhor Manoel Vicente, no bairro Água Verde. De uma só vez foram eliminadas 7 lindas árvores nesta calçada, que estavam sadias, sombreavam a rua, atraíam pássaros e portanto, deixavam nossa cidade mais aprazível. Existe uma casa bem na esquina, porém a numeração dela faz frente com a Rua Monsenhor Manoel Vicente (é o número 10). Caso queiram localizar no mapa e ajudar nas denúncias à prefeitura (http://www.central156.org.br/), que precisa apurar este caso.

Vale dizer que a prefeitura de Curitiba ultimamente tem autorizado milhares de cortes de árvores sadias, de forma deliberada. Parece que virou um "liberou geral" na cidade. Até mesmo as araucárias (árvore praticamente extinta e símbolo de Curitiba) tem sido alvo desta destruição. E, é claro, tudo com a cumplicidade dos cidadãos, que muitas vezes envenenam as árvores ou cortam todos os galhos para depois alegarem que estão "doentes".

Outro dia eu li uma frase interessante - não sei o autor - que diz que "A beleza das árvores está nos olhos de quem as vê". Pensei um pouco e a frase diz tudo: nos olhos destas pessoas que estão acabando com o verde em nossa cidade, não há beleza, só há maldade.

Em tempos que a palavra "sustentabilidade" virou moda, nunca se cortou tantas árvores. Não adianta nada as pessoas e empresas se dizerem "sustentáveis" se não ajudam a preservar o verde em nossas cidades. Nas décadas de 1960, 1970, quando carros e indústrias poluíam muito mais, toda casa ou prédio novo que era construído plantava árvores em sua frente ou em seu jardim. Hoje, cada nova construção elimina todo o verde existente o local e não o repõe. O que mais se vê são ruas áridas, casas sem jardins ou apenas com arbustos ridículos. As novas gerações não aprendem a importância do verde, só valorizam os shoppings, os carros, etc. Cadê a tal "sustentabilidade"??

Enfim, vejam as fotos abaixo, do caso que é título deste texto (e é apenas "mais um" caso, entre tantos, infelizmente). As fotos são chocantes, tirem suas conclusões. Elas dizem por si só o tamanho da maldade. Coloquei, também, uma foto do Google Street View, para que todos possam visualizar o quanto era lindo e agradável o local, quando existiam as árvores.

Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Destruição total de 7 árvores 
Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Destruição total de 7 árvores.

Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Destruição total de 7 árvores

Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Destruição total de 7 árvores

Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Destruição total de 7 árvores (vejam como estavam sadias ainda)

Rua Samuel Cezar,esquina com Monsenhor Manoel Vicente,10
Bairro Água Verde, Curitiba, PR. Como era o local antes da destruição total de 7 árvores. Foto: GOOGLE STREET VIEW

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

No Água Verde: edifício residencial destrói árvores

Nos últimos anos tem havido um desrespeito muito grande pelas árvores em Curitiba. Temos relatado aqui alguns casos, que estão longe de ser isolados. A destruição está tornando-se uma rotina, apesar de poucos perceberem. Os cidadãos, em suas vidas atribuladas e com pouco conhecimento sobre a importância da preservação ambiental - tanto no "campo" quanto nas cidades, diga-se de passagem - podem até não reparar. Mas todos estão sentindo o verão mais seco e quente das últimas décadas. Geralmente meses chuvosos, em 2014 estamos vivendo, nos dois primeiros meses do ano, uma terrível seca tanto no Sul quanto no Sudeste do Brasil, afetando nossos sistemas de abastecimento de água e energia - fundamentais para a sobrevivência humana. Tudo isso, é claro, é consequência de décadas de degradação ambiental em todo o Planeta. Vale dizer que os desequilíbrios climáticos não ocorrem apenas aqui no Brasil, mas no mundo todo. No entanto este tópico não trata de detalhar tais desordens mundo afora. Estamos relatando um caso isolado, porém que se liga a inúmeros outros que estão tornando nossa Curitiba mais árida. Este é o retrato do desrespeito às árvores, que refrescam o clima nas cidades, atraem pássaros e as tornam mais bonitas. As fotos são tristes e falam por si mesmas. (O TEXTO CONTINUA APÓS AS FOTOS)


Edifício na Rua Murilo do A. Ferreira, 72 - Água Verde, Curitiba. Foto: GOOGLE
Reparem nas duas árvores do jardim, como ainda estavam lindas e sadias.

Edifício na Rua Murilo do A. Ferreira, 72 - Água Verde, Curitiba. Foto:AUTOR.
A destruição estava em andamento no final de janeiro

Edifício na Rua Murilo do A. Ferreira, 72 - Água Verde, Curitiba. Foto:AUTOR.
As árvores já haviam sido destruídas.

Edifício na Rua Murilo do A. Ferreira, 72 - Água Verde, Curitiba. Foto:AUTOR.
Isto é o que restou da linda paineira. Lamentável.

Edifício na Rua Murilo do A. Ferreira, 72 - Água Verde, Curitiba. Foto:AUTOR.
Para completar os proprietários ainda colocaram fogo no que restou desta lindíssima árvore. Pra quê tanto ódio?

Semanas atrás, durante a ação do corte das árvores, indaguei um funcionário do prédio, que varria a serragem, sobre se havia autorização da prefeitura para isso. Ele respondeu que sim, e ainda disse, com indiferença, que as árvores estavam "condenadas". Esta tem sido a desculpa para inúmeros cortes indiscriminados por Curitiba afora. Esta cidade não é a mesma, definitivamente. O título de "capital ecológica" deveria ser retirado peremptoriamente de Curitiba, pois a mesma não o merece, visto a forma que trata sua vegetação, seus rios, seus parques, etc. Conforme relatado neste e em outros blogs, até araucárias sadias estão sendo cortadas. Somente em janeiro tivemos notícias de cinco ou mais ocorrências! Isso porque a araucária é protegida por Leis municipais, estaduais e federais, por ser árvore em claro risco de extinção!

As duas árvores já deviam estar ali antes do edifício ser construído e para isso foram previstas até adaptações na grade, para abrigá-las. Nota-se que os edifícios mais antigos preservavam muito mais. Achei que este caso seria mais um exemplo de preservação. Mas tornou-se um mal exemplo... Além do mais, pelo tamanho do prédio, é mais provável ele cair sobre as árvores do que o contrário. A moderna engenharia consegue conter raízes (as próprias fundações dos edifícios são mais profundas que as raízes das árvores). Por tudo isso (e muito mais), o corte não se justificava. Mesmo plantando-se outras espécimes (o que eu duvido), quantas décadas demorarão para proverem a mesma sombra, atraírem o mesmo número de pássaros, purificarem a mesma quantidade de ar? A perda de uma árvore antiga é algo inadmissível nos dias atuais.

Por outro lado eu pergunto o que as crianças moradoras deste belo edifício irão pensar? Que educação ambiental terão? Provavelmente crescerão pensando que árvores existem para ser cortadas. Existe grande probabilidade de tornarem-se adultos inimigos da natureza, como seus pais devem ser, por aprovarem ato tão vil.

Enfim, vivemos uma época de inversão de valores. Só valoriza-se o consumo exacerbado, a indecência, as músicas mal tocadas, a natureza destruída, o concreto, o dinheiro... O ser humano se distancia da sua essência, que é a própria natureza, quando deveria religar-se a ela com urgência!

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: por favor, compartilhem este e outros textos no Facebook e, se puderem, também denunciem na Central 156 da Prefeitura de Curitiba. O endereço da ocorrência está nas fotos. Quem sabe com a pressão dos internautas conscientes possamos reverter este quadro. Obrigado a todos!

ATUALIZANDO ESTA NOTÍCIA EM 27/04/2020 : 6 anos após a primeira denúncia, o mesmo prédio continuou destruindo o verde, conforme vocês vão ver nas fotos abaixo. Pelo visto desde então a prefeitura não fez nada, nem multou, nem exigiu plantio de novas árvores e ainda autorizou mais um corte! Parece que eles estão "curtindo com a nossa cara". Ou pelo fato do prédio ser "de alto padrão", eles pagam e conseguem a autorização...Eu realmente não sei o que acontece. No país da impunidade tudo é possível. E a sensibilidade dessas pessoas sobre o que é qualidade de vida é zero! As árvores valorizam as ruas, os imóveis, melhoram o clima (barrando ventos e sol, atraindo pássaros, etc.). Só que estes moradores, pelo visto, preferem viver em um deserto, sem árvores, sem vida. Eles lutam para eliminar a vida. Isso não é somente neste caso, ocorre aos milhares. Infelizmente os que amam as árvores são minoria. Vejam as fotos da calçada agora 100% sem árvores. Ainda alguém colocou uma placa neste último toco. Uma iniciativa de conscientização muito boa, espero que faça algum efeito.









domingo, 1 de dezembro de 2013

Dia da Árvore macabro em Curitiba

   Era dia 21 de Setembro deste ano (sei que este blog está um pouco atrasado!), o Dia da Árvore e início da primavera quando, caminhando por uma das principais avenidas de Curitiba, a República Argentina (no bairro Água Verde), ali pelo número 1215 me deparo com a seguinte cena "macabra", que vocês podem visualizar nas fotos abaixo:



    As imagens "falam" por si mesmas, mas caso alguém não consiga visualizá-las, trata-se de uma cena cada vez mais comum em Curitiba (e sei que, infelizmente, em muitas cidades brasileiras), que é a "poda drástica" de árvores, justamente quando elas estão mais frondosas, floridas, lindas, como foi este caso ocorrido na Auto-Escola das fotos acima. Ironicamente esta violência aconteceu justamente na data em que, simbolicamente, temos que lembrar da importância, cada vez maior, da preservação das árvores em nossas cidades tão áridas.
  Vemos às dezenas estas cenas por diversas ruas da cidade, principalmente em bairros um pouco mais distantes do centro (que não é o caso acima, ocorrido em local de grande movimento), talvez pela baixa fiscalização. O cidadão simplesmente se acha "no direito" de privar as outras pessoas de uma agradável sombra na calçada da via pública, de privar os pássaros de suas moradias e de sua alimentação... enfim, nos privam de belíssimos espetáculos da natureza, relegando apenas esqueletos secos e horrendos, verdadeiros filmes de terror.
  O pior de tudo é que nossa população em geral parece cada vez mais indiferente a tudo isto. Pessoas insensíveis e ignorantes talvez achem "certo" fazer isso. No caso das fotos acima, era caso dos alunos se recusarem a permanecer matriculados nesta instituição de ensino para o trânsito, por não aguentarem um visual tão macabro, justamente na pista de aulas, onde estas árvores inclusive propiciavam uma boa sombra e maior conforto aos candidatos a carteira de motorista!
  Os "podadores drásticos" podem alegar que as árvores causam "sujeira", com as folhas que caem no chão. Pois eu digo que isso é natural e degrada-se com o tempo, além de alimentar a terra. Sujeira de verdade são as garrafas de plástico, latas de alumínio, papéis,etc. que o ser humano joga das janelas dos carros e ônibus nas ruas, nos terrenos baldios, etc. Esta sujeira nunca se degrada. E ninguém parece se importar com nossas cidades cada vez mais emporcalhadas!
  É sabido que, após certa idade, fica cada vez mais difícil para a árvore se recuperar de uma poda drástica. Se fossem feitas podas sob supervisão técnica, eliminando-se galhos maiores e mais perigosos, que possam atingir fios de eletricidade, etc. é aceitável. Mas deliberadamente deixá-la sem folhas para respirar é maldade pura e certeira.
  Enfim... estes fatos me entristecem cada vez mais. A impressão que temos é que as árvores estão mesmo perdendo em Curitiba, outrora "cidade modelo" em preservação ambiental e arborização, hoje não mais. Quando não são cortadas para construírem shoppings, concessionárias de veículos, etc., elas têm todos os galhos sacrificados ou mesmo quando são mudas recém plantadas pela prefeitura, são quebradas por vândalos (ou serão os mesmos que as odeiam quando grandes?).
 Em época de mudanças climáticas, quando o conhecimento humano chegou a níveis tão avançados e a informação está ao alcance de todos, a impressão que fica é que a população brasileira só prioriza fazer compras, andar de carro, ganhar dinheiro e nada mais, importando-se quase nada com suas cidades, que vão ficando abandonadas, cheias de lixo, sem árvores, sem vida; enquanto essas pessoas refugiam-se dentro das prisões dos condomínios ou shoppings, adornados com arbustos baixinhos, horríveis, sem função ambiental nenhuma; enfim, sem conteúdo algum, como essas pessoas são, essa é a verdade!

sábado, 24 de março de 2012

FHC defende restrição ao desmate

Caros amigos,
Sei que pode parecer muita "falta de imaginação" publicar matérias prontas, tiradas de outros sites, por aqui. Mas eu não poderia deixar de apoiar nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela lucidez com que tratou a questão ambiental, envolvendo esta pressa injustificada pelas mudanças do Código Florestal, mudanças estas que visam favorecer a apenas um setor, o do agronegócio, sendo que os congressistas não ouvem nem a população (que em grande é contra as mudanças) nem a comunidade científica. Para piorar, o debate agora repousa sobre meras questões partidárias, envolvendo até mesmo a Lei Geral da Copa e trocas de favores entre políticos. É muito triste que questões grandes e que impactam toda a população do País fiquem restritas aos interesses de um grupo tão pequeno..Com isso perde-se a oportunidade de criar uma verdadeira "economia ambiental" no Brasil. E nós poderíamos ser vanguarda nisso, dar o exemplo ao mundo! Enfim..fiquem com as palavras de FHC, as quais, neste quesito, eu assino embaixo:

FHC defende restrição ao desmate

Ex-presidente criticou tramitação do novo Código Florestal no Congresso e uso político da questão ambiental

23 de março de 2012 | 20h 02

Giovana Girardi, Enviada Especial, Manaus
O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse ontem ser a favor do desmatamento zero no Brasil. "Já me manifestei a favor. Porque acho que não há por que se aceitar o desmatamento como uma técnica de utilização da floresta.
'Se é meio ambiente, é uma discussão nacional, não de partido', diz Fernando Henrique Cardoso - Arquivo/AE
Arquivo/AE
'Se é meio ambiente, é uma discussão nacional, não de partido', diz Fernando Henrique Cardoso
Existem experiências com comunidades extrativistas que demonstram que se pode conviver com a floresta e dar sentido econômico a ela, sem destruí-la. E a Amazônia não é só floresta, pode-se plantar onde não tem floresta, mas onde tem um bem tão grande, é melhor manter a posição mais estrita", afirmou durante o 3.º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, onde fez uma apresentação sobre os desafios do desenvolvimento sustentável.
Questionado sobre sua posição em relação à mudança do Código Florestal, disse que "tem de continuar firme. Tem de manter de toda a maneira as restrições para preservar o meio ambiente". Depois, quanto à votação, mandou uma espécie de recado ao Congresso em relação à disputa de partidos que se formou em torno da questão. "Eu tenho medo que a votação seja utilizada para outros fins que não de dizer se é bom ou mau. Nessa matéria acho que a gente tinha de ter uma posição de convergência nacional. Se é meio ambiente, é uma discussão nacional, não de partido."
FHC lembrou que desde 1972, quando os problemas do meio ambiente começaram a ganhar destaque, com a conferência de Estocolmo, o mundo avançou na compreensão do problema e na aceitação de que ambiente e crescimento não são discordantes. "Já sabemos que é possível ter desenvolvimento e respeito à natureza juntos.
Sabemos o que tem de ser feito e como ser feito. Mas o problema é que isso é urgente. E isso ainda não foi entronizado pela sociedade brasileira nem pelas sociedades de outros países. E ainda não vi muita clareza nessa questão, não há um projeto nacional que entrelace as duas coisas. Não é uma questão se vai ganhar mais ou menos com isso, é um desafio moral, porque o valor que tem nisso é o valor da vida."
O ex-presidente também falou sobre as expectativas para a Rio+20. Segundo ele, o foco deveria ser nos problemas ambientais. "A questão social está ligada à questão ambiental, mas tem de fazer essa ligação. Na África, em Durban (na conferência do clima da ONU no ano passado), os africanos insistiram na pobreza, na questão social, e isso vai aparecer no Rio, mas não podemos perder o foco. Se não cuidarmos do ambiente, quem vai pagar o pato são os mais pobres. A questão central é a do efeito estufa, não temos políticas adequadas até hoje em compatibilizar desenvolvimento e respeito ao ambiente. É uma questão moral, e por isso política."
FHC comentou ainda sobre a proposta de se substituir o PIB por uma outro tipo de medida que leve em conta o capital natural. Disse que de fato é preciso levar em conta o efeito do crescimento sobre a qualidade de vida. "As pessoas comparam que não crescemos como a China. Mas não precisamos crescer como a China. Nos últimos 10 anos, tivemos um crescimento de 4%, não é tão alto, mas houve uma mudança grande nas condições de vida. Só crescemos 10% no regime militar. São Paulo crescia e a pobreza aumentava" E emendou sobre como isso pode ser relacionado com o momento de crise econômica. "Já que temos o desafio de fazer a economia funcionar de novo, que seja de um modo novo, da economia verde."
Nesse sentido, ele lembrou que é preciso também pensar com antecipação sobre a necessidade energética, quando questionado sobre o que achava da construção da usina de Belo Monte. "Há 20 anos, 30 anos, teríamos de ter pensado em uma matriz que não precisasse de tantas hidrelétricas com grande inundação, em aumentar a energia eólica, ou fazer uma poupança de energia. Não fizemos isso. E como precisamos de energia para manter um certo nível de crescimento econômico, não tem outro jeito e lá vai Belo Monte.
Mas o problema é que se não começarmos a pensar já em alternativas a nossa matriz energética, daqui a pouco precisaremos de outra Belo Monte. A tendência no Brasil é de que é melhor usar o potencial hídrico porque ele é grande, é renovável e é energia limpa. É verdade, mas vamos tentar usar melhor. Se fala muito, mas não se faz. As pequenas quedas d'água, em conjunto, podem ser tão eficientes quanto uma grande usina, mas não fazemos isso. Falamos, mas não fazemos."

FONTE:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,fhc-defende-restricao-ao-desmate,852515,0.htm 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vivemos um grave crise de percepção




O pouco que eu sei sobre o que o cientista Fritjof Capra denominou uma "Crise de Percepção" que, segundo ele, o mundo atual vive, percebo que aqui no Brasil está mais que exacerbado do que nunca.

Vivemos uma gravíssima crise ambiental e a percepção do povo brasileiro (refletido em seu irresponsável governo) é que nada demais acontece. Inclusive toma-se decisões exatamente na direção contrária.

Alguns podem achar que é excesso de pessimismo do autor deste blog (que inclusive ficou um tempo sem escrever aqui tamanho o baixo índice de melhora que se vê na área de preservação ambiental no Brasil).

Como eu sempre digo, temos muito pouco o que comemorar. Vamos voltar um pouco desde o início do ano. Tivemos os desmoronamentos de encostas devido às gravíssimas chuvas no sudeste em janeiro, conforme vimos em São Luís do Paraitinga(SP) e Angra dos Reis(RJ). Em junho as chuvas atingiram o nordeste do país, deixando mais de 40 mil desabrigados. O mais interessante é que tal volume de chuvas ocorreu em uma região notoriamente seca, mesmo sendo na ironicamente denominada "zona da mata". Ironicamente porque mata não mais existe ali e atribui-se cabalmente a submersão das cidades ao desmatamento ao longo de rios e morros nestes 500 anos de Brasil. O ciclo da cana-de-açúcar do Brasil colonial acabou e deixou este rastro de destruição. Que falta que faz a floresta nativa e ninguém percebe isso!

Agora neste "inverno" de agosto, as temperaturas em todo o Brasil estão acima da média (só para situramos, hoje faz cerca de 30 graus em Curitiba, cidade que era denominada a "capital mais fria do Brasil") e as florestas brasileiras dramaticamente queimam de norte a sul. O estado campeão da motosserra, Mato Grosso, deve se orgulhar também que é primeiro lugar em queimadas. Junto com ele, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins e muitos outros estão em chamas. Nem mesmo com os problemas respiratórios das pessoas fazem com que elas percebem a falta que as florestas preservadas fazem! Será que nem mesmo com uma cidade quase inteira destruída pelo fogo em Mato Grosso (Marcelândia) vai fazer a população acordar para a preservação ambiental? Não é apenas a falta de comida que mata! E a falta de água também será uma das conseqüências deste verdadeiro ataque à nossa natureza.

E os ruralistas devem estar comemorando (aliás, estes incêndios estão longe de terem características de "causas naturais" - o que eles terão a dizer?), depois de aprovarem em comissão do congresso o assassinato do Código Florestal, afrouxando suas leis e anistiando quem destruiu até hoje. Uma reforma "tiro no pé", pois sem água, terra e ar de qualidade em breve produtor rural nenhum conseguirá plantar.

Estas entidades agropecuárias, junto com alguns políticos inescrupulosos como Aldo Rebelo, fazem de tudo para distorcer a realidade, aumentando ainda mais esta "crise de percepção". Eles tentam levar a população a pensar que nós, ambientalistas, somos contra o desenvolvimento, somos pagos por "organizações internacionais" (quem me dera) para atrasar o desenvolvimento do Brasil, etc. É um profusão de inverdades que beiram o ridículo, pois provas científicas de que o planeta não agüenta mais tamanho abuso não faltam! Os recursos naturais são finitos e a capacidade de reposição planetária há muito se esgotou, portanto preservar é fundamental à nossa sobrevivência.

Da mesma forma os "desenvolvimentistas" instalados em Brasilia nos empurram usinas hidrelétricas totalmente desnecessárias, que inundarão imensas áreas da Floresta Amazônica e nem gerarão quantidade suficiente de megawatts durante todo o ano, como é o caso de Belo Monte (além do que, com o desmatamento intenso a tendência é que a vazão dos rios diminua mesmo). Fazem tudo sem licitação e sem consultar as populações locais - as mais atingidas. Agem como nos governos militares, ignorando o fato de que um mosaico de energias renováveis poderia ser instalado por toda parte, utilizando recursos abundantes como resíduos, vento, sol, etc. Os investimentos seriam menores e o meio-ambiente seria poupado. Novamente vemos a crise da percepção, pois nossos políticos não têm a capacidade de enxergar que o mundo mudou, as tecnologias mudaram, que há alternativas viáveis e sustentáveis. Querem continuar fazendo tudo da mesma forma que sempre fizeram!

A crise da percepção se dá também na forma do povo enxergar seus dirigentes. Não conseguem ver que estão sendo enganados por este partido que está aí - não só na área ambiental - e que estamos caminhando a passos largos para uma ditadura de partido único, com grave ameaça à liberdade de imprensa. Um povo sem imprensa é um povo sem voz. Como reivindicaremos melhorias na saúde, na educação e no meio-ambiente, se nem mesmo dentro desta crise estupenda que vivemos conseguimos? Ainda temos a imprensa para nos informarmos. Sem ela só saberemos o que acontece diante das tragédias. E mesmo com elas, para muitos é difícil perceber...

Na propaganda governamental vivemos um país quase perfeito e sem problemas. Estas mentiras, repetidas milhares de vezes, tornam-se verdades aos olhos do povo.

Como fazer o povo perceber o que acontece diante de seus narizes??

quarta-feira, 10 de março de 2010

A incorporação da sustentabilidade no dia-a-dia

Alguns classificam como um modismo, outros a usam como marketing, muitos questionam sua real aplicação e seus efeitos; mas a verdade é que a palavra “sustentabilidade” precisa ser considerada em nossas vidas pessoais e profissionais, no contexto do mundo atual, em que é mais que provado o fato da ação humana transformar, de forma significativa, o funcionamento da vida na Terra.

Por mais que os efeitos da ação humana nas mudanças climáticas estejam sendo questionados e o IPCC (Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas) esteja desmoralizado até pelo fracasso da COP-15 em 2009, a verdade é que todos corremos grandes riscos se não fizermos nada para ao menos parar ou reverter o processo de aquecimento global causado pela ação humana. O contexto não é apenas global, mas muitas vezes localizado, como é o caso dos mais de 48 dias de chuvas intensas, causando inundações e muita destruição em São Paulo neste início de ano. O microclima da metrópole, influenciado não só pelas condições atmosféricas, mas também pela ampla área impermeabilizada por concreto e asfalto, a ausência de áreas verdes, as construções irregulares em encostas, a diminuição das áreas dos cursos d´água e diversos outros fatores que, aliados à poluição, aumentam, e muito, a intensidade das chuvas; além de dificultarem seu escoamento. Este é apenas um dos inúmeros exemplos localizados que acontecem mundo afora, mas que afetam diretamente a vida de milhões de pessoas. Os prejuízos são incalculáveis a muitas famílias e empresas, o que nos leva a concluir que preservar o meio-ambiente também faz bem ao bolso!

A falta de planejamento muitas vezes nos causa tantos transtornos atuais. O desenvolvimento a qualquer custo, tão em voga nos anos 60 e 70, hoje já não se aplica, pois percebe-se nitidamente o rápido esgotamento de diversos recursos naturais. Precisaríamos de 3 a 4 “Planetas Terra” se todos os habitantes do globo tivessem o mesmo nível de vida (insustentável) de um norte americano. Esta é, afinal de contas, a aspiração de muitos. Com toda razão, temos que progredir materialmente. Como conciliar isto com a sustentabilidade?
Acontece que muitas pessoas têm a visão de que ser sustentável significa sacrifícios imensos à vida de cada um e ao trabalho. Privação de conforto, etc. E não é o caso. Muitas vezes pequenas atitudes fazem a diferença, além de até melhorar a vida do cidadão e do planeta de um modo geral. Além de tudo, quando incorporadas ao dia-a-dia, elas passam a ser “automáticas”, passando-se até de forma quase despercebida. Exemplos que não custam muito não faltam, tais como a separação do lixo para reciclagem, a economia de energia (desligamento e troca de lâmpadas por mais econômicas), a manutenção de áreas verdes permeáveis nas propriedades rurais e urbanas e mais uma infinidade de pequenas atitudes que qualquer família ou empresa pode tomar. Isso sem contar todos os processos que podem ser melhorados dentro de uma empresa e que muitas vezes geram economia a ela. A geração renovável de parte da energia numa indústria, só para citar um exemplo (a partir de resíduos, solar ou eólica, dependendo da disponibilidade) ou mesmo a venda desses resíduos para recicladoras desafogam o caixa no final das contas. Além de reduzirem seu impacto global, geram recursos ou, no mínimo, economia financeira. A contrapartida do Estado, com políticas que fomentem a sustentabilidade em setores como energia, transportes, indústria, agricultura, etc. é fundamental. Tais atividades benéficas devem ser incentivadas. E nós devemos cobrar nossos governantes.

Estes são sinais de uma nova economia que está se descortinando. Um novo capitalismo que devemos aplicar como fator de transformação, em busca de uma “eco economia”. Uma economia que pense de forma cíclica, e não linear como sempre pensou-se até bem pouco tempo atrás. Ao invés de pensarmos no processo produtivo começando na matéria prima e terminando no lixo, temos que pensar no destino deste resíduo não como o final do processo, mas colocando-o num ciclo infinito. Isto não é nenhuma novidade, pois a natureza sempre agiu desta maneira. E nós todos, como sendo parte dela, por que não pensarmos desta forma, em tudo? Tudo se transforma, nada se perde. Tudo o que queimamos, processamos ou mesmo jogamos fora continua aqui, nesta esfera onde habitamos. Por que, então, não gerenciarmos todos estes recursos de uma forma mais racional, para que nossas gerações possam habitar este lugar de forma mais saudável, ainda por muito tempo?

sábado, 26 de setembro de 2009

Outro prêmio: Selo Blog dorado!!!

O TREES FOREVER novamente recebe um selo!!! Mais uma vez agradecemos à Érica, editora do PENSAR ECO É LÓGICO: http://pensareco.blogspot.com/2009/09/outro-premioselo-blog-dorado.html

Segundo o post dela, o prêmio homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza: a cor azul representa paz, profundidade e imensidão, enquanto a cor dourada ressalta a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias. O prêmio em si representa a união entre os blogueiros. As regras:
1) Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo (se alguem souber
do link original, por favor me envie!);
2) Anunciar através de um link, o blog que o premiou e premiar até outros 15 blogs, avisando cada blogueiro sobre a premiação.

Bem, os blogs que receberão do Trees Forever por riqueza de conteúdo são:

http://sustentabilidadeurbana.blogspot.com/
http://apatotadopitaco.blogspot.com/
http://estradadobem.blogspot.com/
http://fuscabrasil.blogspot.com/
http://ra-bugio.blogspot.com/
http://carlosrobertomeioambiente.blogspot.com/
http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/
http://mundodobem.blogspot.com/
http://pensareco.blogspot.com/
http://por1brasilmelhor.blogspot.com/
http://salveolitoralnorte.blogspot.com/
http://socito-sociedadecivil.blogspot.com/
http://ecocidades.blogspot.com
http://pindamonhangabapedesocorro.blogspot.com/
http://ecoeantigos.blogspot.com/
http://ecoturismoesustentabilidade.blogspot.com/

http://mhp-bio.blogspot.com/
http://www.ecoeacao.com.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1


Continuemos juntando nossas forças por um mundo melhor, através de um meio-ambiente mais preservado!
Abraços a todos!

domingo, 12 de julho de 2009

Não são as licenças ambientais que travam os investimentos

Gostaria de mencionar aqui esta reportagem que saiu no caderno de Economia do Estadão de domingo passado (05/07/09), intitulada "Máquina federal trava investimentos", a qual menciona estudo do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Tal estudo constata que as restrições ambientais são um dos fatores que menos pesam no fato dos investimentos do famoso "pac" da Ministra Dilma não decolarem!

Ou seja, todo este discurso do lulla, culpando "bagres" e "pererecas" para que as obras do (des)governo não andem é balela. Discurso este endossado por algumas emissoras de TV e pela bancada ruralista no congresso, bem como pelos falsos desenvolvimentistas de plantão.

A questão é meramente administrativa. Grande parte das obras do tal "pac" não passam de placas anunciando as mesmas, além de caríssimos comerciais em TVs, jornais, etc.

Claro que algumas obras absurdas em meio à Amazônia, como duplicações/pavimentações de rodovias, como a BR 319 e a BR 163, não deveriam nem ser cogitadas, devido à ameaça às últimas áreas preservadas da maior floresta tropical do mundo (investimentos em transportes ferroviário e aquaviário - bem menos impactantes em suas margens - sequer são cogitados e está comprovado que rodovias em meio à Amazônia são sentenças de morte à floresta). Mas creio isto ser assunto para outro tópico.

Mas fica aí o alerta desta reportagem, que "botar a culpa de tudo no meio-ambiente" é um grande erro. Só serve para desmoralizar o trabalho sério de algumas instituições ambientalistas, que nada fazem além de alertar-nos que chegamos ao limite e precisamos repensar o modo de nos "desenvolvermos".

P.S.:caso alguém não tenha conseguido clicar no link acima, copie e cole conforme abaixo, para ler a notícia:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090705/not_imp397949,0.php

Caros amigos,
Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
Ele possui todos os TEXTOS deste blog REVISADOS E AMPLIADOS , bem como TEXTOS INÉDITOS também!
O livro "REFLEXÕES ECOLÓGICAS EM UM MUNDO INSUSTENTÁVEL" vocês podem adquirir clicando na imagem acima, no site CLUBE DE LEITORES.

Os leitores que quiserem guardar este conteúdo em sua biblioteca ou mesmo dá-lo de presente a amigos, eu ficarei bastante honrado!

A luta do BLOG TREES FOREVER por um mundo mais sustentável e por governos mais sérios e atuantes na área ambiental vocês já conhecem. Esta luta é de todos nós e eu agradeço muito por estes quase dois anos de convivência aqui neste ambiente virtual!

Se possível, por favor ajudem-nos a divulgar este livro, enviando o site abaixo a seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, etc.:

http://clubedeautores.com.br/book/9850--REFLEXOES_ECOLOGICAS

Um forte abraço a todos e muito obrigado!!

Gabriel Bertran

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Todos contra o Meio-Ambiente

Este blog às vezes pode parecer negativo demais, eu reconheço; mas eu pergunto a vocês, amigos, como podemos agir de outra forma diante de tantos absurdos praticados contra o meio-ambiente, principalmente aqui no Brasil?

E o contra-senso é total: em um momento que as tragédias associadas ao Aquecimento Global estão aí, na cara de todos (enchentes ano passado em Santa Catarina e este ano no Nordeste, seca recorde no Sul do país e muitos outros fatores), os governantes, os ruralistas e as televisões parecem associar-se contra a preservação do pouco que resta preservado de nossa natureza. Senão vejamos, resumidamente, algumas ações recentes. Vamos nos concentrar apenas nestes últimos 5 meses ou pouco mais:

- Aprovação do criminoso "código ambiental" em Santa Catarina (deveria se chamar "código de destruição"), o qual permite que as propriedades rurais praticamente não tenham mais mata ciliar (5 metros não é nada), dentre vários outros absurdos;
- A TV Bandeirantes desencadeou campanha deslavada contra as leis ambientais, enganando a população ao dizer que tais leis "travam o desenvolvimento do Brasil";
- Fazem coro junto com este canal de TV o ministro da agricultura Reinhold Stephanes, a ministra da casa civil "mãe do pac" Dilma Roussef, o "ministro americano" Mangabeira Unger e mais uma série de outros funcionários do primeiro escalão do (des)governo, todos contra as leis ambientais e a favor de um "desenvolvimentismo" suicida, típico dos governos militares dos anos 60 e 70;
- O fanfarrão "lulla", o qual se diz presidente, deu voz a esta campanha, com suas blasfêmias de dizer que as obras que "eççe paíz precisa" não vão pra frente por causa do bagre, da perereca, etc., bem como dizer que se existissem leis ambientais nos anos 50, Brasilia não existiria, dentre outras idiotices típicas de quem não estudou e faz discurso sem o menor embasamento;
- Com esse empenho todo, o mesmo presidente decreta lei que permite a destruição de nossas cavernas (o que o país vai ganhar destruindo estes importantes abrigos de biodiversidades quase extintas, bem como de sítios arqueológicos?), autorizando também a "doação" de terras Amazônicas aos mesmos criminosos que destruíram quase 20% da (ainda) maior floresta tropical do mundo (ou seja, ser criminoso neste país realmente continua compensando) e, o pior, aprova leis incentivando a abertura e asfaltamento de estradas nos locais mais remotos e (ainda) preservados da Floresta Amazônica (isto é uma decretação de pena de morte para a floresta);
- Para completar, a bancada ruralista no congresso tenta aprovar lei que dá autonomia a estados e municípios para legislarem da forma que bem entenderem sobre as questões ambientais, o que dá força a absurdos como esta lei catarinense e criará mais uma série de brechas para o desmatamento pelo país afora (como se já não desmatassem sem respeitar nada, imaginem amparados pela lei!).

Eu não estou me lembrando de todos os absurdos dos últimos meses. Sei que, enquanto isso, tenta-se enfraquecer mais um ministro do meio-ambiente, deixando o midiático Carlos Minc ainda mais fraco do que já é em suas ações.

Tem horas que nós, como ambientalistas que somos, perdemos quase todas as esperanças. Foram anos de conquistas de ONGs sérias como SOS Mata Atlântica, Greenpeace, WWF, Ipê, etc., as quais passaram a década de 80 lutando por aprovações de leis que freassem a destruição violenta pela qual a natureza passou nos últimos séculos, e que agora se vêem desmoralizadas por governos e TVs populistas, que de uma hora pra outra resolveram colocar a população contra os ambientalistas, contra a preservação!

O Brasil já é um país cuja população, por natureza, despreza o meio-ambiente. É só ver nas cidades o quanto de árvores são cortadas pelos próprios moradores, sem saber o quanto o verde os beneficia; a imensa impermeabilização das cidades que causa enchentes astronômicas; o descaso com o lixo, que é jogado em ruas, rios e córregos e quase nunca reciclado. Indo para o meio rural, basta ver o desprezo de grande parte dos agricultores pelo "mato", que deve ser cortado e queimado a todo custo. Enfim, práticas que vêm de longe e que mostram que a consciência ambiental tinha que começar na casa, na cabeça de cada um. E o pouco de avanço que podemos ter tido vai por água abaixo com este discurso errôneo de que "preservação ambiental é atraso".

Enquanto isso, num plano macro, não se investe em energias alternativas, como solar e eólica. Só se fomenta inundações dantescas na Floresta Amazônica para construir hidrelétricas (que além de acabarem com a floresta, geram gás metano e levam pobreza e sujeira às regiões próximas); fomenta-se mais usinas termoelétricas, queimando óleo e carvão; investe-se no transporte rodoviário até em áreas preservadas, quando o ferroviário poluiria menos e não impactaria as margens da via; etc.

Como se vê, o movimento ambientalista está sendo sistematicamente atacado e enfraquecido.
...

Caros amigos,
Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
Ele possui todos os TEXTOS deste blog REVISADOS E AMPLIADOS , bem como TEXTOS INÉDITOS também!
O livro "REFLEXÕES ECOLÓGICAS EM UM MUNDO INSUSTENTÁVEL" vocês podem adquirir clicando na imagem acima, no site CLUBE DE LEITORES.

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Um forte abraço a todos e muito obrigado!!

Gabriel Bertran


sábado, 17 de janeiro de 2009

ANIVERSÁRIO DE UM ANO DESTE BLOG!

Quase passou despercebido a mim mesmo que neste último 15 de janeiro este pequeno blog fez um ano de vida! É uma história que engatinha ainda, com apenas 23 postagens (média de menos de duas por mês), que eu gostaria de intensificar, mas pergunto aos meus "leitores" (que não devem passar de 10 ainda, eh eh eh!) : há o que comemorar em termos de preservação do meio-ambiente?

Eu gostaria de escrever mais, mas fora a falta de tempo, o desânimo com tudo o que vemos Brasil e mundo afora às vezes nos contamina. Não deveríamos (e NÃO DEVEMOS) nunca desanimar, principalmente nesta luta inglória que travamos, pois a ordem mundial, natural do ser humano, sempre foi destruir, destruir e destruir; tendo a natureza como inimiga e não como parte da vida das pessoas. Mas a esperança nunca deve morrer e vamos seguindo!
Fora estes fatores de motivação (ou falta dela), também não conheço muito bem mecanismos que possam tornar nossos blogs mais conhecidos (pois gostaria muito que as idéias preservacionistas se expandissem cada vez mais). Inclusive os amigos blogueiros podem me ajudar com dicas de divulgação, eu ficarei muito agradecido!!!

Voltando ao "aniversário do blog", infelizmente comemoramos este um ano presenciando cenas tão parecidas (ou até piores) que o crime que presenciei há exato um ano atrás e que até motivou a criação deste canal virtual de comunicação: os assassinatos de araucárias em Curitiba continuam. Isto para não mencionar outras árvores, mas enfatizando a "árvore símbolo da cidade" (que parece mais um símbolo irônico, por estar desaparecendo), neste mesmo 15 de janeiro (desta vez de 2009) presenciei, em uma esquina do montanhoso bairro Pilarzinho, um pequeno condomínio destes horríveis "sobrados" todos iguais que constróe-se aos montes por aqui, em que os nobres moradores simplesmente assassinaram 3 (três) araucárias que deviam viver ali muito antes deles construírem as aberrações arquitetônicas que habitam, pela dimensão dos troncos das mesmas! Claro que já comuniquei à prefeitura (que não me respondeu - outro motivo de meu desânimo é com a inação dos órgãos públicos - até neste caso de espécimes protegidas por LEI, como é a araucária); mas não sei mais o que fazer.. é questão de educação mesmo. As pessoas consideram as árvores como estorvo e ponto final. Não estão com o mínimo interesse nos benefícios ambientais que trazem a todos e também aos pássaros de toda a região. Fora o fato de todo mundo gostar de pinhão, então por quê não manter as araucárias antigas que podem trazer estes frutos todo ano gratuitamente?

Fico cada vez mais revoltado com os jardins dos novos empreendimentos, ou mesmo os que passam por reforma: são sempre as mesmas espécies, todas minúsculas e importadas da Ásia, do Japão; enfim, tudo menos as plantas brasileiras! E por sua altura reduzida e não-adaptabilidade ao clima, solo e fauna local, são plantas inócuas do ponto de vista ambiental, ou seja, não servem pra nada (nem para embelezar, pois as árvores brasileiras são muito mais bonitas!). Isso no País que tem a maior biodiversidade do planeta! Ou seja, é uma ignorância total, devemos estar caminhando para uma desertificação de nosso território mesmo. Não quero ser catastrofista, mas é so´ verem os exemplos: onde (ainda) têm florestas, estão tratando de cortar e queimar tudo, para plantar soja, criar boi ou mesmo para nada. E nas cidades, as poucas reservas estão desaparecendo, em geral para darem lugar a condomínios ou favelas ridículas. E as pessoas que possuem quintal e poderiam manter ao menos uma árvore para ajudar a cidade como um todo, se possuem a cortam e se não possuem não plantam, só colocam estas plantas baixinhas e ridículas!!!

Isto é um desabafo a vocês, meus amigos, que com certeza compreendem o que falo.
Sem contar que, apesar de existirem ONGs sérias na área de preservação, eu realmente não sei como trabalhar com elas. Bem que já tentei, mas existe um monopólio dos biólogos na área ambiental (sem desmerecer esta profissão, que é importantíssima), por isso raramente darão ouvidos a um profissional formado em arquitetura, como eu, achando que "não sou do ramo". Mas possuo muitas idéias e uma consciência ambiental tão grande quanto a deles. Da mesma forma que os governos, não respondem às minhas denúncias e parece que nem as levam adiante.

Diante de um quadro como este, vemos que nossa natureza está quase que totalmente desprotegida. Todos fazem o que querem, não são punidos, destrói-se cada vez mais, num momento em que vemos com nossos próprios olhos e sentimos na pele as conseqüências do aquecimento global! Está na cara, só não vê quem não quer e quase ninguém ajuda a minimizar isto!

Mesmo assim continuamos. Quero agradecer a todos os leitores e convidá-los a sempre participarem, lendo os artigos, sugerindo temas para discutirmos, divulgando estas idéias... enfim, vamos levar nossa causa adiante, embora exista tanta gente e tantas circunstâncias contra nós!

Um forte abraço a todos, muito obrigado pelo apoio e estejamos sempre juntos nesta caminhada por um Brasil e um mundo melhor !!!

GABRIEL BERTRAN

P.S.: não adotarei (ao menos por enquanto) esta "reforma ortográfica" neste blog! Também sou contra este atentado contra a língua portuguesa. Pra mim nossas IDÉIAS serão mais fortes, tais como a acentuação!

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Gabriel Bertran

domingo, 11 de maio de 2008

PLANO PARA DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA

Nesta semana, o (des)governo do PT lançou, como sempre em solenidade bastante pomposa, mais um de seus planos vazios de ação. Intitulado "Plano Amazônia Sustentável", ele vem sendo discutido desde 2003 (ou seja, há cinco anos) e o resultado final - só agora apresentado - não representa nem um décimo do que era esperado quando fora anunciado.

Para começar que, das 24 páginas entregues à imprensa, ONGs e autoridades, 19 delas falam do famigerado PAC ("plano de aceleração do crescimento"). Só aí começa uma grande contradição: o PAC, ao menos na Amazônia, não passa de um grande "Plano para Destruição da Amazônia". Se não, como podemos falar em amazônia sustentável com esses projetos mirabolantes, típico dos governos militares da década de 70, de abertura de estradas e implantação de usinas hidrelétricas gigantescas em meio ao pouco que resta da (por enquanto) maior floresta tropical do mundo?

Caros amigos,
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Gabriel Bertran

sábado, 26 de abril de 2008

SEXTA-FEIRA MACABRA

Esta sexta-feira (25 de abril de 2008) foi muito triste para nós, ambientalistas. Talvez poucas pessoas tenham percebido as más notícias deste dia, em função de estarem mais atentas à "novela" televisiva da morte da menina Isabela Nardoni (notícia não menos triste, nem menos importante, porém explorada à exaustão por nossa imprensa).

Ao acordar, deparei-me, no jornal O Estado de São paulo, com a seguinte notícia :"Senadores querem fim de operação antidesmate". Uma das poucas ações deste desgoverno federal (que nem sabemos se está sendo empreendida a contento), em resposta ao aumento brutal do desmatamento na Amazônia, mesmo nos meses em que costumeiramente a destruição costumava diminuir devido ao clima (alterado pelo tão conhecido aquecimento global), agora é alvo de tentativa de diminuição, senão anulação da mesma. Isso devido ao simples desejo de poder dos senadores, financiados pelos desmatadores, como pode-se constatar no trecho da reportagem : "Pressionados de um lado pelo lobby dos madeireiros, que movimentam a economia de várias cidades e financiam campanhas eleitorais, e de outro por prefeitos que se queixam do “desastre econômico” produzido pela Arco de Fogo, que paralisou o setor a seis meses da eleição municipal, os senadores cobram do governo federal a fatura dos prejuízos.
Para esses parlamentares, o “grande desmatador” não é o madeireiro que atua irregularmente na região, mas o governo federal, com seus programas de assentamento."

Concordo com o fato que os programas de assentamentos de sem-terra são grandes reponsáveis pela
destruição da Floresta Amazônica. Mas não podemos isentar os madeireiros, verdadeiros bandidos, que assaltam terras que não são suas, arrasando-as em nome de um lucro rápido e insustentável, que só deixa um rastro de miséra por onde passa. O que os senadores dizem à respeito do suposto "desastre" na economia local é uma grande inverdade. Esta economia é passageira, pois ao esgotarem os recursos naturais de determinadas cidades, os madeireiros mudam-se para novas "fronteiras", deixando aquelas cidades onde antes estavam estabelecidos na mais absoluta miséria. Já há várias cidades no Pará que em períodos de menos de 10 anos esgotaram suas florestas e hoje não possuem renda. E isso ocorreu aqui, no Paraná, décadas atrás, com o fim da exploração predatória das matas de araucárias em determinadas cidades do estado. Ou seja, a mentalidade do brasileiro é a de destruir, abandonar e seguir em frente, destruindo as próximas florestas. Mas a seguirem este ritmo, haverá um tempo em que não haverão mais florestas. A cultura da abundância é suicida!

Bem, voltando às notícias "macabras" desta sexta-feira, ao abrir a internet, estava na página principal do site UOL a seguinte manchete: "
Desmatar é remédio para crise da comida, diz governador de MT". Achei isso o cúmulo da "cara de pau", por parte do governador do Mato Grosso, o sr. Blairo Maggi, já conhecido como o maior produtor de soja e também maior desmatador do Brasil. Em tempos que o próprio aquecimento global é causa notória da diminuição de áreas agrícolas, devido simplesmente ao desmatamento e à poluição (no Brasil causada principalmente pela queima das florestas), este infeliz vem dizer que é necessário desmatar ainda mais!!! Ou seja, vem corroborar este modelo predador, mencionado acima, de destruir a terra, abandoná-la e sair em busca de mais florestas a serem destruídas! Mas este ciclo é finito, e estamos chegando ao limite dele. Será que os agricultores do Mato Grosso terão que passar por secas de seus rios (que é um conseqüência natural do desflorestamento) para se tocarem do quão importante são as florestas para suas lavouras??? Se possuem terras férteis e bons regimes de chuva por lá, isso se deve
unicamente à presença da Floresta Amazônica, o que significa que sem ela não terão nenhuma das benesses atuais! É um festival de imbecilidade. Como sempre, vivemos no país das imbecilidades! E não sei onde iremos parar com (des)governantes com estes pensamentos!
O mais incompreensível é que, quando mais precisamos de ações para frear, definitivamente, o desmatamento, pois este chegou a um limite insustentável, os defensores desta política antiquada continuam a postos. Será que não percebem que em pleno mês de abril estamos com temperaturas próximas dos 30º no Sul do País, quando há pouco tempo atrás já tínhamos geadas nesta época? Isso é NORMAL??
Quanto à "crise alimentar", há um grande fator especulativo nela, principalmente por parte dos países mais ricos. O mundo tem alimentos de sobra para sua população, ele só é mal distribuído. E se países como a China não conseguem produzir o suficiente, basta ver o modelo de desenvolvimento a todos custo que eles adotaram : quase todas as reservas de água chinesas estão poluídas e paisagens naturais (florestas, etc.) nem pensar mais na Ásia. Agora vêm destruir tudo o que resta aqui. Será que é isso que queremos?? Nossos políticos podem até querer isso, mas não é o que nossa população precisa, definitivamente. O problema é que esta população, comprada por estes mesmos políticos, não se toca de nossos problemas ambientais. Só querem desenvolvimento a todo custo. Até quando suportaremos isto??