Nos últimos dias nós temos acompanhado pelas televisões e jornais a ampla tragédia ambiental que ocorre na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Nem precisamos mencionar os mais de 70.000 desalojados e os mais de 100 mortos com as enchentes e desabamentos que têm ocorrido nas cidades da região. Nem mesmo podemos deixar de nos solidarizar com todas estas vítimas. Vítimas tanto das chuvas quanto da falta de planejamento urbano por parte das autoridades, ao longo de décadas.
Seria esta uma tragédia anunciada? Acredita-se que sim, e não é de hoje. É claro que há o agravante do aquecimento global, que desequilibra o clima em todo o planeta. Já afirma-se que as chuvas deste ano na região de Blumenau estão em um volume recorde, acima de todas as medições anteriores.
Sabe-se também que todo o Vale do Itajaí está muito próximo ao nível do mar, e aquela região, em épocas remotas, já foi toda ocupada pelo mar, ficando, ao longo de milênios, o rio Itajaí-Açú como principal curso d´água. Portanto, o local que a água tenta ocupar já, digamos assim, foi dela. E todo rio possui uma área inundável a sua volta, conforme o volume de chuvas. O mesmo princípio pode ser aplicado, por exemplo, ao rio Tietê, em São Paulo (e foram fazer grandes aveninas justamente na área de inundação natural em volta do rio).
O Vale do Itajaí foi um dos principais vetores de ocupação de Santa Catarina. E ao longo de seu curso estabeleceram-se prósperas cidades, fundadas principalmente por alemães. Mas, a dinâmica das águas dali já era conhecida de habitantes bem anteriores aos alemães, que chegaram somente no século XIX. Outro dia, conversando com um professor da faculdade de arquitetura da UFSC, por coincidência especializado na história do Vale do Itajaí, ele contou que, ao chegar na região nos anos 1840, o Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, ele fora alertado por um caboclo que residia no local que a área onde hoje está erguida a cidade que leva seu nome era extremamente alagável. O caboclo até sugeriu um outro local próximo, mas o Dr. Blumenau não quis ouvi-lo... nada contra a engenharia alemã, que é das mais avançadas do mundo. Inclusive hoje em dia a Alemanha refloresta as margens de seus rios, devolvendo a eles sua dinâmica natural. Mas, no século XIX, a natureza ainda era "inimiga" do homem, tinha que ser domada a todo custo e achava-se que era fonte inesgotável de recursos. Hoje vemos que estes recursos estão no fim, precisamos já de três planetas terra para mantermos nosso padrão de consumo atual.
Este pensamento da natureza como inimiga faz com que construamos as cidades sem respeitá-las. No Vale do Itajaí, o aumento populacional agravou e muito a tragédia. Na grande enchente de 1984 (que já foi superada pela deste ano) não houve tantos deslizamentos como nesta, o que denota muito mais gente vivendo em encostas ou cortando-as para abrir estradas ou mesmo desmatando suas florestas naturais, que seguram a terra com as raízes. O que se vê nas imagens são morros sem a mínima sustentação, sendo levados como massa de bolo ainda não assado, e com isso empurrando casas, vidas e tudo o mais que está sobre ou abaixo deles.
É claro que temos que ajudar todas estas famílias. Muitas nem tinha conhecimentos técnicos ou ambientais para construírem nestes locais. Aí perguntamos, como sempre, onde estavam as autoridades nestas horas? Se temos leis ambientais rígidas , por quê não são cumpridas? Claro, sempre prevalece o clientelismo, o populismo de prefeitos e vereadores que querem se aproveitar da situação, "aprovando um desmatamentozinho ali e outra obrinha ali" ou mesmo fazendo vista grossa para estas aberrações. Sem apoio, as polícias ambientais e outras autoridades que poderiam fiscalizar nada fazem, e os problemas só vão aumentando até estourarem da forma que estouraram nesta semana.
Isto não acontece apenas em Santa Catarina não. Por todo o Brasil a corrupção e o descaso acabam com nossa natureza, com nossas belezas. Basta ver as imensas favelas de São Paulo e Rio de Janeiro, verdadeiras metrópoles caóticas dentro das metrópoles, avançando sobre a mata-atlântica, sobre os mananciais de água (como é o caso da Represa Billings, em SP) e sem que ninguém impeça. Pelo contrário, pode contar que sempre tem algum "político local" incentivando invasões em áreas de preservação, em troca de votos. Nas últimas eleições cheguei até ouvir promessas de uma candidata a prefeita de Curitiba (que, ainda bem, não ganhou) prometendo "afrouxar as leis ambientais" para regularizar invasões! Ou seja, legaliza-se o que está errado! Se estas áreas são de preservação (e deveriam haver muitas outras) é porque estudos foram feitos para que assim sejam consideradas! É por beneficiar toda a população que precisamos de áreas preservadas! E, em nome de um populismo barato, sacrifica-se todos por poucos!
Voltando a Santa Catarina, sabe-se que, segundo o Atlas da Mata Atlância, emitido pela ONG SOS Mata Atlântica, este foi o estado que mais desmatou este bioma nos últimos anos. E um bioma do qual restam menos de 7%, que deveria ser incontestavelmente preservado, por conter a mais alta biodiversidade do planeta. E tudo em nome de um suposto "desenvolvimento". A economia do estado cresce, mais indústrias se instalam, a agricultura se expande, o porto importa e exporta de tudo, libera-se para os turistas construírem suas casas de praia por toda parte, etc. Sem limites. Tudo isso a custo de quê? As imagens atuais dizem tudo. Será que esta mata atlântica já não está fazendo falta? É preciso repensar o tal "crescimento infinito".
Um espaço para debater sustentabilidade e, por quê não, economia, política e tudo o que pode afetar o meio-ambiente, visando sempre melhorá-lo. É preciso que a humanidade continue progredindo,mas será que esta forma destrutiva de progresso que nós mesmos criamos nunca irá mudar??
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
SANTA CATARINA:TRAGÉDIA ANUNCIADA?
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
EU NÃO FALEI ??? SEM-TERRA SÃO GRANDES DESMATADORES SIM!
No dia 16 de Março deste ano eu havia escrito, aqui neste mesmo espaço, sobre o fato dos sem-terra serem grandes desmatadores, já responsáveis por mais de 15% do desaparecimento da (não sei até quando) maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica.
Pois bem, observem o que dizem as manchetes que estão nos jornais e televisões desde ontem (30 de Novembro): simplesmente os seis primeiros lugares entre os grandes desmatadores são de assentamentos do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). São números incontestáveis, que nem perderei tempo em citá-los (leia aqui, na íntegra, uma excelente matéria do jornal O Estado de São Paulo). Tais números estão até causando cada vez mais sustos no novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Agora, sem dúvida, ...
Caros amigos,
Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
Ele possui todos os TEXTOS deste blog REVISADOS E AMPLIADOS , bem como TEXTOS INÉDITOS também!
O livro "REFLEXÕES ECOLÓGICAS EM UM MUNDO INSUSTENTÁVEL" vocês podem adquirir clicando na imagem acima, no site CLUBE DE LEITORES.
Os leitores que quiserem guardar este conteúdo em sua biblioteca ou mesmo dá-lo de presente a amigos, eu ficarei bastante honrado!
A luta do BLOG TREES FOREVER por um mundo mais sustentável e por governos mais sérios e atuantes na área ambiental vocês já conhecem. Esta luta é de todos nós e eu agradeço muito por estes quase dois anos de convivência aqui neste ambiente virtual!
Se possível, por favor ajudem-nos a divulgar este livro, enviando o site abaixo a seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, etc.:
http://clubedeautores.com.br/book/9850--REFLEXOES_ECOLOGICAS
Um forte abraço a todos e muito obrigado!!
Gabriel Bertran
Pois bem, observem o que dizem as manchetes que estão nos jornais e televisões desde ontem (30 de Novembro): simplesmente os seis primeiros lugares entre os grandes desmatadores são de assentamentos do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). São números incontestáveis, que nem perderei tempo em citá-los (leia aqui, na íntegra, uma excelente matéria do jornal O Estado de São Paulo). Tais números estão até causando cada vez mais sustos no novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.
Agora, sem dúvida, ...
Caros amigos,Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
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Se possível, por favor ajudem-nos a divulgar este livro, enviando o site abaixo a seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, etc.:
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Um forte abraço a todos e muito obrigado!!
Gabriel Bertran
sábado, 30 de agosto de 2008
ESCRAVIDÃO E DESMATAMENTO EM TERRAS DA PETROBRÁS
Nesta sexta-feira (29 de agosto), houve uma notícia muito pouco divulgada: o Ministério do Trabalho atendeu a uma denúncia de trabalho escravo, inclusive utilizando-se de crianças, em uma área de São Mateus do Sul, região sul do estado do Paraná. Os trabalhadores estavam sendo cruelmente empregados para desmatar uma área de floresta atlântica nativa, inclusive com araucárias. Agora o pior de tudo: as terras pertencem à PETROBRÁS. Sim, a mesma gigantesca empresa semi-estatal, orgulho brasileiro, que tanto apregoa na mídia que "tudo o que faz é com responsabilidade social e ambiental". Segundo as reportagens (links abaixo), as áreas estavam sendo desmatadas pelos antigos proprietários, porque a Petrobrás iria explorar xisto nelas. É muito estranha esta preocupação "ambiental e social" da Petrobrás. Será que nem sequer se deram ao trabalho de fiscalizar se as áreas, devido à sua vegetação nativa, poderiam ou não ser desmatadas? Pior ainda, nem se deram conta de que os trabalhadores empregados neste crime também eram vítimas de um outro crime, o de escravidão, dadas as condições de trabalho, sem nenhuma segurança, e moradia, sem nenhuma higiene, em que eles se encontravam?
Funcionários da Petrobrás encontrados no local não quiseram se pronunciar. E, é claro, este será mais um caso abafado nos atuais tempos "deççe paíz", em que tudo o que for feito em nome deste pseudo-crescimento, deste pseudo-desenvolvimento, do qual o (des)governo tanto faz propaganda, é justificável. Nunca se destruiu tanto as nossas florestas como agora, principalmente a Amazônia, só que na propaganda oficial tudo vai bem, o novo ministro com suas bravatas parece "botar ordem no galinheiro", enquanto vê-se pessoas morando em um galinheiro, como vocês podem conferir nesta reportagem abaixo. Inclusive ela foi exibida na Rede Globo no horário das 6h:30 da manhã, quando poucas pessoas ligam a televisão. Nos jornais em horário nobre está tudo sempre às mil maravilhas, com inflação em queda, brasileiros comprando cada vez mais, classe média crescendo, etc, do jeitinho que o (des)governo manda a imprensa noticiar. Tudo em nome da propaganda oficial, paga com a publicidade destas semi-estatais, que implantam um "Capitalismo de Estado" aos poucos em nosso país, com quadros funcionais inchados de petralhas indicados. E ai de quem falar mal "delles".
Esta é a revolução que o petismo nos trás. E dentro dela tudo é possível. Até explorar os menos de 1% de florestas de araucárias existentes no Paraná, se for feito pela estatal, não tem problema. Os fins justificam os meios. E olha que o "pré-sal" ainda nem chegou, imagine o que será feito em nome daquilo!
Aí vão as reportagens que tratam deste triplo crime:
Funcionários da Petrobrás encontrados no local não quiseram se pronunciar. E, é claro, este será mais um caso abafado nos atuais tempos "deççe paíz", em que tudo o que for feito em nome deste pseudo-crescimento, deste pseudo-desenvolvimento, do qual o (des)governo tanto faz propaganda, é justificável. Nunca se destruiu tanto as nossas florestas como agora, principalmente a Amazônia, só que na propaganda oficial tudo vai bem, o novo ministro com suas bravatas parece "botar ordem no galinheiro", enquanto vê-se pessoas morando em um galinheiro, como vocês podem conferir nesta reportagem abaixo. Inclusive ela foi exibida na Rede Globo no horário das 6h:30 da manhã, quando poucas pessoas ligam a televisão. Nos jornais em horário nobre está tudo sempre às mil maravilhas, com inflação em queda, brasileiros comprando cada vez mais, classe média crescendo, etc, do jeitinho que o (des)governo manda a imprensa noticiar. Tudo em nome da propaganda oficial, paga com a publicidade destas semi-estatais, que implantam um "Capitalismo de Estado" aos poucos em nosso país, com quadros funcionais inchados de petralhas indicados. E ai de quem falar mal "delles".
Esta é a revolução que o petismo nos trás. E dentro dela tudo é possível. Até explorar os menos de 1% de florestas de araucárias existentes no Paraná, se for feito pela estatal, não tem problema. Os fins justificam os meios. E olha que o "pré-sal" ainda nem chegou, imagine o que será feito em nome daquilo!
Aí vão as reportagens que tratam deste triplo crime:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=802927&tit=Flagrante-de-escravidao-em-area-da-Petrobras
http://video.globo.com/Videos/Player/No
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terça-feira, 22 de julho de 2008
INVERNO INFERNAL: NINGUÉM PERCEBE??
Engraçado que, nos tempos atuais, ainda ouço muita gente que não acredita nas mudanças climáticas globais, acham que é catastrofismo da imprensa e, o pior de tudo, que elas não têm nada a ver com isso.
Pode até haver algum catastrofismo e pode até parecer que o problema está longe de nós, pois os tornados só acontecem nos Estados Unidos (alguém esqueceu o que passou por Santa Catarina há poucos anos atrás?) e que tsunamis só atingem a Ásia.
Tudo bem, se não ocorrerem tragédias desta magnitude no Brasil, melhor, ninguém está torcendo por isso.
Mas será que ninguém percebeu que, em pleno mês de julho, considerado o "pico" do inverno, estamos tendo, diariamente, temperaturas entre 27ºC e até 29ºC, com muito sol, em plena Curitiba, considerada a "capital mais fria do Brasil"? Alguns descrentes dizem que é o "veranico de julho", mas já estamos há mais de 30 dias estamos com o tal "veranico" sobre nossas cabeças (e também com o ar extremamente seco). Fora que tivemos o "veranico de maio", depois o "veranico de junho", fazendo com que as temperaturas frias tenham virado exceção, restritas a não mais que uns 6 dias de "frio intenso" durante o mês de junho!
E o fantasma da "Curitiba fria" ainda ronda a população, principalmente os mais velhos, lembrando-se dos tempos em que a cidade ficava mais de 4 meses envolta em nuvens, com manhãs cobertas por gelo, algumas vezes até por neve. Isso faz com que a população continue acreditando que a capital paranaense é uma cidade fria, mas não é mais, definitivamente.
Não é para refletirmos sobre o que está acontecendo? O que era natural deixou de ser. Até mesmo enchentes no Nordeste brasileiro ocorreram este ano e agora o frio atacou o sertão (enquanto abandonou o Sul!). E alguns ainda dirão que nada de mais está acontecendo?
Tudo bem, tem o tal do "La Niña" soprando por aí, mas não duvido que esta corrente não seja uma das conseqüências mais visíveis do aquecimento global.
Enquanto isso, não muito longe de Curitiba (há cerca de 200 Km), a Força Verde da Polícia Militar do Paraná descobriu um corte ilegal de não menos que umas 11 mil araucárias no mês passado (depois não se falou mais nisso, se houve punição, etc.)! Eu pergunto, será que ainda existem 11 mil araucárias? Se a população atual da ex-árvore símbolo do Estado (que foi trocada pelo norte-americano pinus) hoje não passa de 1% da cobertura original, como ainda tem gente destruindo os últimos exemplares? Será que ninguém percebeu esta mudança de clima? Será que os fazendeiros ainda acham que a natureza é infinita?? Bem, poderia ser próxima de infinita se houvesse uma conscientização, um plano de manejo, e assim teríamos araucárias para sempre, parte para corte, parte para preservação. Mas optou-se por dizimar tudo. As boas matrizes se foram. O material genético atual, mesmo se for utilizado para recuperação da espécie (e DEVE!), já é bastante pobre.
É uma tragédia o que aconteceu no Paraná. E a natureza está dando a resposta, com meses de seca a fio. Mas ainda tem gente que não acredita. E acha que aqui é a "terra das araucárias". Só se forem as virtuais. Talvez existam mais araucárias pintadas em quadros do que na terra, propriamente dita...
É uma tristeza sem fim...
Pode até haver algum catastrofismo e pode até parecer que o problema está longe de nós, pois os tornados só acontecem nos Estados Unidos (alguém esqueceu o que passou por Santa Catarina há poucos anos atrás?) e que tsunamis só atingem a Ásia.
Tudo bem, se não ocorrerem tragédias desta magnitude no Brasil, melhor, ninguém está torcendo por isso.
Mas será que ninguém percebeu que, em pleno mês de julho, considerado o "pico" do inverno, estamos tendo, diariamente, temperaturas entre 27ºC e até 29ºC, com muito sol, em plena Curitiba, considerada a "capital mais fria do Brasil"? Alguns descrentes dizem que é o "veranico de julho", mas já estamos há mais de 30 dias estamos com o tal "veranico" sobre nossas cabeças (e também com o ar extremamente seco). Fora que tivemos o "veranico de maio", depois o "veranico de junho", fazendo com que as temperaturas frias tenham virado exceção, restritas a não mais que uns 6 dias de "frio intenso" durante o mês de junho!
E o fantasma da "Curitiba fria" ainda ronda a população, principalmente os mais velhos, lembrando-se dos tempos em que a cidade ficava mais de 4 meses envolta em nuvens, com manhãs cobertas por gelo, algumas vezes até por neve. Isso faz com que a população continue acreditando que a capital paranaense é uma cidade fria, mas não é mais, definitivamente.
Não é para refletirmos sobre o que está acontecendo? O que era natural deixou de ser. Até mesmo enchentes no Nordeste brasileiro ocorreram este ano e agora o frio atacou o sertão (enquanto abandonou o Sul!). E alguns ainda dirão que nada de mais está acontecendo?
Tudo bem, tem o tal do "La Niña" soprando por aí, mas não duvido que esta corrente não seja uma das conseqüências mais visíveis do aquecimento global.
Enquanto isso, não muito longe de Curitiba (há cerca de 200 Km), a Força Verde da Polícia Militar do Paraná descobriu um corte ilegal de não menos que umas 11 mil araucárias no mês passado (depois não se falou mais nisso, se houve punição, etc.)! Eu pergunto, será que ainda existem 11 mil araucárias? Se a população atual da ex-árvore símbolo do Estado (que foi trocada pelo norte-americano pinus) hoje não passa de 1% da cobertura original, como ainda tem gente destruindo os últimos exemplares? Será que ninguém percebeu esta mudança de clima? Será que os fazendeiros ainda acham que a natureza é infinita?? Bem, poderia ser próxima de infinita se houvesse uma conscientização, um plano de manejo, e assim teríamos araucárias para sempre, parte para corte, parte para preservação. Mas optou-se por dizimar tudo. As boas matrizes se foram. O material genético atual, mesmo se for utilizado para recuperação da espécie (e DEVE!), já é bastante pobre.
É uma tragédia o que aconteceu no Paraná. E a natureza está dando a resposta, com meses de seca a fio. Mas ainda tem gente que não acredita. E acha que aqui é a "terra das araucárias". Só se forem as virtuais. Talvez existam mais araucárias pintadas em quadros do que na terra, propriamente dita...
É uma tristeza sem fim...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
DIA MUNDIAL DO MEIO-AMBIENTE:HÁ O QUE COMEMORAR?
Alguns poderiam dizer que este blog está pessimista demais. Mas, com as notícias que temos tido nas semanas (e principalmente nos dias) que antecederam este "Dia Mundial do Meio-Ambiente"
eu pergunto a todos: há o que comemorar?
Comemora-se sim os recordes de desmatamento na Amazônia, como "nunca antes neççe paíz" (no linguajar chulo de nosso des-presidente). Afrouxam-se leis que prometiam cortar créditos dos produtores rurais que desmatam o bioma amazônico. O novo "ministro-performer" do meio-ambiente anuncia que irá capturar os milhões de bois que invadem a Floresta Amazônica (e contra os donos destes bois, nada se fará?). Isso sem contar que, nas semanas anteriores, a demissão da ministra Marina Silva mostrou que o (des)governo lulla em nada se preocupa com o meio-ambiente e quer é eliminar os poucos que se preocupam dentro de seus quadros funcionais. Tudo em nome de um "nacional-desenvolvimentismo" populista, bem aos moldes dos governos militares dos anos 70, priorizando obras que rasgarão a floresta de forma irrecuperável e em nada beneficiará suas população. E, para completar, o (des)governo elege ONGs e empresários estrangeiros pela destruição da floresta! Não, nós não precisamos de estrangeiros para destruí-la: os brasileiros já fazem isso há décadas, e fazem muito bem, diga-se de passagem. Já são quase 20% do total da floresta desmatada (e com 30% os cientistas afirmam que ela não se sustentará mais climatica e biologicamente: iniciar-se-á o processo de savanização, mas isto é assunto para outro dia). E o lulla ainda vem dizer que a "Amazônia é nossa". É nossa enquanto existir. E neste ritmo, muito em breve não teremos o que chamar de "Amazônia". Mas aí, sabe-se lá se ainda teremos clima e água para sobreviver..
Resumindo, tudo vai na contra mão de como deveria ser. Na contra mão da urgente necessidade de se preservar e, principalmente, valorizar a floresta em pé, como um bem indispensável para a sobrevivência da humanidade. Justamente quando vemos as conseqüências do aquecimento global aumentarem, escancaradamente, o Brasil não faz sua parte!
Não interessa que os ditos "países desenvolvidos" terem poluído o planeta por mais de 100 anos. Nós temos uma rara chance de dar o exemplo ao planeta. Porque o globo ficou pequeno para tanta gente, para tanto asfalto, tanto fogo, tantos veículos. O que resta, nem é garantido que vá manter o clima do planeta. Mas é o que temos. Há que se ampliar as áreas florestais sim, diminuir as emissões, frear as queimadas (75% dos gases emitidos no Brasil provém de queimadas florestais) e ainda assim será pouco, mas precisa ser feito!
Só que, em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, o que vemos é que o brasileiro trava uma guerra cega contra a natureza, desde os grandes centros poluídos até as mais remotas regiões Amazônicas. E o governo acompanha, não educa, não pune, não vigia, é conivente e ainda incentiva as obras destrutivas! Mal pode-se perceber que nós, seres humanos, fazemos parte da natureza... É bom que percebamos isto logo, antes que seja tarde, antes que não haja mais natureza, e conseqüentemente, mais humanidade...
Este foi um desabafo, mas como ainda deve haver esperança, FELIZ DIA DO MEIO-AMBIENTE A TODOS e... PRESERVEM SEMPRE A NATUREZA!
eu pergunto a todos: há o que comemorar?
Comemora-se sim os recordes de desmatamento na Amazônia, como "nunca antes neççe paíz" (no linguajar chulo de nosso des-presidente). Afrouxam-se leis que prometiam cortar créditos dos produtores rurais que desmatam o bioma amazônico. O novo "ministro-performer" do meio-ambiente anuncia que irá capturar os milhões de bois que invadem a Floresta Amazônica (e contra os donos destes bois, nada se fará?). Isso sem contar que, nas semanas anteriores, a demissão da ministra Marina Silva mostrou que o (des)governo lulla em nada se preocupa com o meio-ambiente e quer é eliminar os poucos que se preocupam dentro de seus quadros funcionais. Tudo em nome de um "nacional-desenvolvimentismo" populista, bem aos moldes dos governos militares dos anos 70, priorizando obras que rasgarão a floresta de forma irrecuperável e em nada beneficiará suas população. E, para completar, o (des)governo elege ONGs e empresários estrangeiros pela destruição da floresta! Não, nós não precisamos de estrangeiros para destruí-la: os brasileiros já fazem isso há décadas, e fazem muito bem, diga-se de passagem. Já são quase 20% do total da floresta desmatada (e com 30% os cientistas afirmam que ela não se sustentará mais climatica e biologicamente: iniciar-se-á o processo de savanização, mas isto é assunto para outro dia). E o lulla ainda vem dizer que a "Amazônia é nossa". É nossa enquanto existir. E neste ritmo, muito em breve não teremos o que chamar de "Amazônia". Mas aí, sabe-se lá se ainda teremos clima e água para sobreviver..
Resumindo, tudo vai na contra mão de como deveria ser. Na contra mão da urgente necessidade de se preservar e, principalmente, valorizar a floresta em pé, como um bem indispensável para a sobrevivência da humanidade. Justamente quando vemos as conseqüências do aquecimento global aumentarem, escancaradamente, o Brasil não faz sua parte!
Não interessa que os ditos "países desenvolvidos" terem poluído o planeta por mais de 100 anos. Nós temos uma rara chance de dar o exemplo ao planeta. Porque o globo ficou pequeno para tanta gente, para tanto asfalto, tanto fogo, tantos veículos. O que resta, nem é garantido que vá manter o clima do planeta. Mas é o que temos. Há que se ampliar as áreas florestais sim, diminuir as emissões, frear as queimadas (75% dos gases emitidos no Brasil provém de queimadas florestais) e ainda assim será pouco, mas precisa ser feito!
Só que, em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, o que vemos é que o brasileiro trava uma guerra cega contra a natureza, desde os grandes centros poluídos até as mais remotas regiões Amazônicas. E o governo acompanha, não educa, não pune, não vigia, é conivente e ainda incentiva as obras destrutivas! Mal pode-se perceber que nós, seres humanos, fazemos parte da natureza... É bom que percebamos isto logo, antes que seja tarde, antes que não haja mais natureza, e conseqüentemente, mais humanidade...
Este foi um desabafo, mas como ainda deve haver esperança, FELIZ DIA DO MEIO-AMBIENTE A TODOS e... PRESERVEM SEMPRE A NATUREZA!
domingo, 1 de junho de 2008
CENSURA E RETROCESSO AMBIENTAL
Ao que parece, a ânsia deste (des)governo atual em desmoralizar e praticamente anular quaisquer políticas favoráveis ao meio-ambiente "nesse país" não tem limites. Com os (vários) exemplos ocorridos nesta última semana de maio, podemos ilustrar este triste quadro. E as florestas brasileiras que se protejam, pois a depender de quem deveria protegê-las...
CENSURA AO INPE
Primeiro vimos, no jornal O Estado de São Paulo, a notícia de que, para evitar mais polêmica, a direção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) adiou a divulgação de sua análise sobre desmatamento na Amazônia no mês de abril, que estava marcada para dia 26/05. Pretende debater os resultados com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que toma posse hoje. A intenção é divulgar os resultados 'dentro de um contexto técnico-científico' e não em um 'momento político'. Por aí vemos o intuito de censura por trás deste (des)governo. Uma respeitada instituição como o INPE agora tem seu trabalho tolhido e, além de tudo, é impedida de divulgar dados de suma importância para a população não só brasileira, mas mundial! A atitude do (des)governo neste sentido assemelha-se a "destruir o termômetro que mostra o quanto o paciente está febril". Obviamente de nada adiantará ocultar os números (que só aumentam) do desmatamento de nossas florestas. Mas sabe-se que o presidente lulla tem medo da verdade. Isso foi bastante notório neste recente episódio da demissão da Ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, o qual foi fomentado, dentre outros motivos, pela exposição dos números (cada vez maiores) dos desmatamentos da Amazônia.
RECUO EM CORTE DE CRÉDITO
E pelo visto, além das políticas de "ocultação da verdade", empreendidas por lulla e sua corja, após a auto-demissão de Marina, começa agora um programa para a anulação das poucas medidas de preservação ambiental e contenção da devastação que ela conseguiu ao menos dar início (não desmerecendo a capacidade e inteligência da ex-ministra, uma das poucas vozes lúcidas dentre deste desgoverno, mas que infelizmente não pôde fazer quase nada devido justamente à postura populista e pseudo-desenvolvimentista de lulla e sua quadrilha). Agora, por pressão dos ruralistas, o governo estuda mudanças na portaria 96/2008, do Ministério do Meio Ambiente. A portaria, assinada no dia 27 de março pela então ministra Marina Silva, torna quase impossível a concessão de crédito oficial para todos os municípios do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e outros 106 do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins que, embora estejam no cerrado, foram incluídos pela ministra no bioma Amazônia. Ou seja, todo aquele estardalhaço feito no início do ano era para "inglês ver", para o (des)governo apenas PARECER que dá respostas rápidas à verdadeira tragédia ambiental que está acontecendo. Assim foi com as operações de apreensão de madeira ilegal: aos poucos foram sendo esvaziadas, à medida que a mídia deixa de dar atenção a elas. É um verdadeiro "fogo de palha". Apenas no momento em que uma verdade aparece, o (des)governo finge movimentar mundos e fundos para combatê-la, e logo após, ameniza as ações, que ficam restritas praticamente àquele espetáculo inicial.
UM MINISTÉRIO DE SEGUNDA CATEGORIA
E assim perece nossa política ambiental, exatamente da forma que assinalou o ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (na gestão Marina Silva), o biólogo João Paulo Capobianco, em entrevista ao Estado de São Paulo no dia 29 de maio: "A Pasta do meio-ambiente foi tratada como de 2ª categoria no governo Lula". Segundo o ex-secretário, o Planalto queria reduzir o Ministério a um órgão licenciador de obras. Isso fez este ministério ser submetido a um isolamento em relação aos grandes debates nacionais. Isso vai na contra mão das propostas iniciais de "transversalidade", que Marina tanto propagava no início do (des)governo, quando ainda havia a esperança de que ela conseguisse trabalhar. Com o passar do tempo, viu-se queo conceito do "ambientalmente sustentável" não faz parte da visão de conjunto do governo. A prioridade sempre foram as grandes obras, como hidrelétricas, rodovias e ferrovias que rasgam a a Amazônia, bem aos moldes dos governos militares dos anos 60 e 70. O que os governantes atuais não enxergam é que naquela época o conceito de preservação ambiental ainda era incipiente. Hoje está comprovado que as conseqüências da ação devastadora do homem já estão aí, na nossa cara. Mas não adianta explicar isso a "elles", que só pensam no quanto irão faturar com estas obras e nada mais. Não adianta explicá-los que, com um plano de economia de energia como o que FHC executou na época do "apagão", é possível que a população brasileira economize 50% da energia consumida, ou mesmo com a repotencialização das usinas atuais e construção de geradoras de energia renováveis (vento, sol, biomassa, etc.), conseguiríamos mais que duplicar nossa capacidade geradora sem inundar mais nenhuma represa! Isso sem contar outra montanha de absurdos que o governo lulla empreende sem nem considerar nosso meio-ambiente, simplesmente passando por cima de tudo.
Neste contexto, não podemos esperar muito do novo ministro Carlos Minc, "o carnavalesco e carimbador maluco" (aumentou substancialmente a concessão de licensas ambientais no Rio de Janeiro). Não há muito a dizer sobre ele. Mesmo que tenha boas idéias, será que o lulla e a dilma vão deixá-lo trabalhar??
CENSURA AO INPE
Primeiro vimos, no jornal O Estado de São Paulo, a notícia de que, para evitar mais polêmica, a direção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) adiou a divulgação de sua análise sobre desmatamento na Amazônia no mês de abril, que estava marcada para dia 26/05. Pretende debater os resultados com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que toma posse hoje. A intenção é divulgar os resultados 'dentro de um contexto técnico-científico' e não em um 'momento político'. Por aí vemos o intuito de censura por trás deste (des)governo. Uma respeitada instituição como o INPE agora tem seu trabalho tolhido e, além de tudo, é impedida de divulgar dados de suma importância para a população não só brasileira, mas mundial! A atitude do (des)governo neste sentido assemelha-se a "destruir o termômetro que mostra o quanto o paciente está febril". Obviamente de nada adiantará ocultar os números (que só aumentam) do desmatamento de nossas florestas. Mas sabe-se que o presidente lulla tem medo da verdade. Isso foi bastante notório neste recente episódio da demissão da Ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, o qual foi fomentado, dentre outros motivos, pela exposição dos números (cada vez maiores) dos desmatamentos da Amazônia.
RECUO EM CORTE DE CRÉDITO
E pelo visto, além das políticas de "ocultação da verdade", empreendidas por lulla e sua corja, após a auto-demissão de Marina, começa agora um programa para a anulação das poucas medidas de preservação ambiental e contenção da devastação que ela conseguiu ao menos dar início (não desmerecendo a capacidade e inteligência da ex-ministra, uma das poucas vozes lúcidas dentre deste desgoverno, mas que infelizmente não pôde fazer quase nada devido justamente à postura populista e pseudo-desenvolvimentista de lulla e sua quadrilha). Agora, por pressão dos ruralistas, o governo estuda mudanças na portaria 96/2008, do Ministério do Meio Ambiente. A portaria, assinada no dia 27 de março pela então ministra Marina Silva, torna quase impossível a concessão de crédito oficial para todos os municípios do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e outros 106 do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins que, embora estejam no cerrado, foram incluídos pela ministra no bioma Amazônia. Ou seja, todo aquele estardalhaço feito no início do ano era para "inglês ver", para o (des)governo apenas PARECER que dá respostas rápidas à verdadeira tragédia ambiental que está acontecendo. Assim foi com as operações de apreensão de madeira ilegal: aos poucos foram sendo esvaziadas, à medida que a mídia deixa de dar atenção a elas. É um verdadeiro "fogo de palha". Apenas no momento em que uma verdade aparece, o (des)governo finge movimentar mundos e fundos para combatê-la, e logo após, ameniza as ações, que ficam restritas praticamente àquele espetáculo inicial.
UM MINISTÉRIO DE SEGUNDA CATEGORIA
E assim perece nossa política ambiental, exatamente da forma que assinalou o ex-secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (na gestão Marina Silva), o biólogo João Paulo Capobianco, em entrevista ao Estado de São Paulo no dia 29 de maio: "A Pasta do meio-ambiente foi tratada como de 2ª categoria no governo Lula". Segundo o ex-secretário, o Planalto queria reduzir o Ministério a um órgão licenciador de obras. Isso fez este ministério ser submetido a um isolamento em relação aos grandes debates nacionais. Isso vai na contra mão das propostas iniciais de "transversalidade", que Marina tanto propagava no início do (des)governo, quando ainda havia a esperança de que ela conseguisse trabalhar. Com o passar do tempo, viu-se queo conceito do "ambientalmente sustentável" não faz parte da visão de conjunto do governo. A prioridade sempre foram as grandes obras, como hidrelétricas, rodovias e ferrovias que rasgam a a Amazônia, bem aos moldes dos governos militares dos anos 60 e 70. O que os governantes atuais não enxergam é que naquela época o conceito de preservação ambiental ainda era incipiente. Hoje está comprovado que as conseqüências da ação devastadora do homem já estão aí, na nossa cara. Mas não adianta explicar isso a "elles", que só pensam no quanto irão faturar com estas obras e nada mais. Não adianta explicá-los que, com um plano de economia de energia como o que FHC executou na época do "apagão", é possível que a população brasileira economize 50% da energia consumida, ou mesmo com a repotencialização das usinas atuais e construção de geradoras de energia renováveis (vento, sol, biomassa, etc.), conseguiríamos mais que duplicar nossa capacidade geradora sem inundar mais nenhuma represa! Isso sem contar outra montanha de absurdos que o governo lulla empreende sem nem considerar nosso meio-ambiente, simplesmente passando por cima de tudo.
Neste contexto, não podemos esperar muito do novo ministro Carlos Minc, "o carnavalesco e carimbador maluco" (aumentou substancialmente a concessão de licensas ambientais no Rio de Janeiro). Não há muito a dizer sobre ele. Mesmo que tenha boas idéias, será que o lulla e a dilma vão deixá-lo trabalhar??
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domingo, 11 de maio de 2008
PLANO PARA DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA
Nesta semana, o (des)governo do PT lançou, como sempre em solenidade bastante pomposa, mais um de seus planos vazios de ação. Intitulado "Plano Amazônia Sustentável", ele vem sendo discutido desde 2003 (ou seja, há cinco anos) e o resultado final - só agora apresentado - não representa nem um décimo do que era esperado quando fora anunciado.
Para começar que, das 24 páginas entregues à imprensa, ONGs e autoridades, 19 delas falam do famigerado PAC ("plano de aceleração do crescimento"). Só aí começa uma grande contradição: o PAC, ao menos na Amazônia, não passa de um grande "Plano para Destruição da Amazônia". Se não, como podemos falar em amazônia sustentável com esses projetos mirabolantes, típico dos governos militares da década de 70, de abertura de estradas e implantação de usinas hidrelétricas gigantescas em meio ao pouco que resta da (por enquanto) maior floresta tropical do mundo?
Caros amigos,
Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
Ele possui todos os TEXTOS deste blog REVISADOS E AMPLIADOS , bem como TEXTOS INÉDITOS também!
O livro "REFLEXÕES ECOLÓGICAS EM UM MUNDO INSUSTENTÁVEL" vocês podem adquirir clicando na imagem acima, no site CLUBE DE LEITORES.
Os leitores que quiserem guardar este conteúdo em sua biblioteca ou mesmo dá-lo de presente a amigos, eu ficarei bastante honrado!
A luta do BLOG TREES FOREVER por um mundo mais sustentável e por governos mais sérios e atuantes na área ambiental vocês já conhecem. Esta luta é de todos nós e eu agradeço muito por estes quase dois anos de convivência aqui neste ambiente virtual!
Se possível, por favor ajudem-nos a divulgar este livro, enviando o site abaixo a seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, etc.:
http://clubedeautores.com.br/book/9850--REFLEXOES_ECOLOGICAS
Um forte abraço a todos e muito obrigado!!
Gabriel Bertran
Para começar que, das 24 páginas entregues à imprensa, ONGs e autoridades, 19 delas falam do famigerado PAC ("plano de aceleração do crescimento"). Só aí começa uma grande contradição: o PAC, ao menos na Amazônia, não passa de um grande "Plano para Destruição da Amazônia". Se não, como podemos falar em amazônia sustentável com esses projetos mirabolantes, típico dos governos militares da década de 70, de abertura de estradas e implantação de usinas hidrelétricas gigantescas em meio ao pouco que resta da (por enquanto) maior floresta tropical do mundo?
Caros amigos,Para continuar a ler este e outros textos, gostaria que vocês conhecessem este livro.
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