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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Final de ano pífio para o Meio-Ambiente

Vamos terminando mais um ano, mais uma vez de forma pífia para o meio-ambiente.

Apenas recapitulando rapidamente, a Conferência do Clima em Copenhage (COP-15) não teve quase nenhum resultado, grande parte dos países rejeitou qualquer acordo e o evento terminou sem nenhum documento final e nem mesmo foto oficial.

O Mercado de Carbono, que era um dos poucos que o planeta fez para tentar reduzir as emissões de CO2, está ameaçado e desmoralizado. Nem mesmo aprovou-se o tão esperado REDD, o mecanismo de redução por desmatamento evitado, super necessário ao mundo atual.

Não é preciso dizer que os resultados das emissões estão aí para todos verem: desordens climáticas por toda parte. Quando mais precisamos de algum esforço, ele não é feito. E o evento que seria "histórico", não passou de mera encenação.

Tirando a gravíssima gafe da candidata terrorista dilma (que disse que "O meio-ambiente atrapalha o desenvolvimento sustentável" ou algo assim - vá se entender), nosso presiMENTE até fez discursos que dão a impressão do Brasil querer fazer alguma coisa. Detalhe que elle se posa agora como ambientalista, tendo sido sempre contra a preservação ambiental.

Mas ao chegarem aqui, os membros deste (des)governo aprovaram uma "lei de mundanças climáticas" que é meramente decorativa. Esta lei estimulará desastres ambientais, como as grandes usinas hidrelétricas e também "vetará" a redução do consumo de petróleo (abrindo uma reserva de mercado para o famigerado "pré-sal"). Mal sabem elles que o planeta, por si só, está reduzindo e reduzirá cada vez mais o consumo de combustíveis fósseis. E brevemente a "maior descoberta de petróleo da história" não servirá para nada além de encher os bolsos (e cuecas) dos comparsas do PT e do PMDB.

Enquanto isso, sabe-se que só com o potencial eólico do Brasil poderíamos produzir energia equivalente a 10 Itaipus. Isso sem contar com as energias solar e biomassa, dentre outras formas. Mas o investimento em Belo Monte e Jirau está a pleno vapor. Tudo em nome do "desenvolvimentismo", ao sabor da ditadura militar dos anos 70. A dilma quer um estado forte e totalitário. As tentativas de censura aumentam cada vez mais. O legislativo e o judiciário estão comprados pelo PT. E, finalmente, o Hugo Chaves entrou para bagunçar o Mercosul...

O que mais falta? Desejar um Feliz 2010 a todos e o meio-ambiente que se cuide!!

Abraços!!

Gabriel Bertran



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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

LANÇAMENTO: LIVRO DESTE BLOG !

Caros amigos,
Gostaria de divulgar a vocês que o conteúdo deste blog foi publicado no livro "REFLEXÕES ECOLÓGICAS EM UM MUNDO INSUSTENTÁVEL", conforme foto acima

Os textos foram todos REVISADOS, AMPLIADOS e ainda inserimos TEXTOS INÉDITOS na publicação!

O livro está disponível para compra no site CLUBE DE AUTORES.

Os leitores que quiserem guardar este conteúdo em sua biblioteca ou mesmo dá-lo de presente a amigos, eu ficarei bastante honrado!

A luta do TREES FOREVER por um mundo mais sustentável e por governos mais sérios e atuantes na área ambiental vocês já conhecem. Esta luta é de todos nós e eu agradeço muito por estes quase dois anos de convivência aqui neste ambiente virtual!

Se possível, por favor ajudem-nos a divulgar este livro, enviando o site abaixo a seus amigos, conhecidos, colegas de trabalho, familiares, etc.:

http://clubedeautores.com.br/book/9850--REFLEXOES_ECOLOGICAS

Um forte abraço a todos e muito obrigado!!

Gabriel Bertran

sábado, 26 de setembro de 2009

Pagamento por Serviços Ambientais



De forma alguma pretendemos que este espaço seja uma fonte apenas de más notícias. Pelo contrário, o maior desejo de todos os ambientalistas é que a mudança de mentalidade das pessoas, empresas e governos leve a uma melhoria no meio-ambiente de todo o planeta de uma maneira geral.

E no meio de tantos problemas ambientais e retrocessos que relatamos aqui, selecionamos hoje algumas boas iniciativas que têm crescido no Brasil, a exemplo de outros países. Trata-se do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), iniciativa que visa remunerar aqueles que preservam nascentes de água, florestas remanescentes, etc. pelos serviços ambientais (ainda considerados "gratuitos") que nos prestam estes elementos naturais. Nada mais justo!

Durante toda a história o homem considerou os recursos naturais como "infinitos": se esgotam-se em uma parte do planeta, sempre haviam reservas em outras partes. Hoje em dia a Terra parece ter ficado "pequena", pois muitas destas reservas se exauriram completamente e outras estão em vias disso ocorrer. Por isso é premente a preservação do pouco que resta. E os detentores de tais reservas devem sim receber por isso, por prestarem serviços à populações imensas. Este é um dos princípios da nova economia, que precisa vir para ficar. Não podemos nos apoiar apenas no PIB convencional. Ele, sozinho, não asegurará o crescimento das nações. A preservação ambiental precisa andar junta com o desenvolvimento.

Um exemplo prático é o da água: algumas grandes metrópoles, como São Paulo, chegam a buscar água a mais de 100 Km de distância do centro urbano, justamente por terem poluído totalmente as fontes mais próximas. Isto gera custos imensos, tanto em captação, quanto transporte desta água, energia e, finalmente, produtos químicos para tratá-la. Iniciativas pioneiras neste sentido, como a da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a qual paga para proprietários rurais a mais de 200 Km de distância de Manhattan pela preservação das matas em suas propriedades e também para não despejarem dejetos nos cursos d´água, são exemplos que devem ser seguidos à risca.

E isto começa a ser feito no Brasil, aos poucos. O município de Extrema (MG), na divisa com São Paulo, já começa a pagar aos proprietários de terra plea conservação do solo e manutenção de matas. Importante ressaltar que a água produzida nas montanhas de Extrema abastecem o Sistema Canteira, que abastece a Grande São Paulo por conseguinte. Por aí vemos o quanto tudo está interligado e como o meio-ambiente preservado a todos beneficia!

Parabenizamos este município mineiro pela iniciativa, bem como outras cidades, como Alfredo Chaves, no Espírito Santo, que está pagando uma média de R$ 139,79 por hectare preservado pelos proprietários rurais residentes no município! O Estado de São Paulo também implanta um projeto piloto, através de sua Secretaria do Meio-Ambiente, um programa semelhante nas cidades de Nazaré Paulista e Joanópolis, cujos cursos d´água abastecem tanto o Sistema Cantareira quanto o Piracicaba-Capivari-Jundiaí, os quais juntos são responsáveis pela água de mais de 24 milhões de pessoas, tanto na Grande São Paulo quanto Grande Campinas e parte do Vale do Paraíba.

E, finalmente, no estado do Amazonas, o Bolsa-Floresta incentiva os moradores da maior floresta do mundo a preservarem-a, vivendo de maneira sustentável. Este é um dos motivos (além do pólo industrial de Manaus) que faz do Amazonas um dos estados com mais baixo índice de desmatamento na região, em contraste com vizinhos destruidores, como Pará, Mato Grosso e Rondônia. Espera-se que esta bolsa seja ampliada; já há inclusive estudos do governo federal para nacionalizá-la.

Infelizmente tais iniciativas ainda não servem ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, do Protocolo de Kyoto. Mas há esperança de já na Convenção de Copenhage, no final deste ano, da aprovação do REDD (Redução de Emissões por Degradação e Desmatamento). Será mais um incentivo, agora oficial, por mantermos nossas matas conservadas.

Importante priorizarmos todos os serviços ambientais em conjunto: a água, a biodiversidade, a redução dos gases estufa, etc. O já antigo MDL baseia-se apenas no último item (gases estufa). Agora é hora de integrarmos todos os demais. Afinal de contas a Terra é uma só, e toda ação perpetrada nela reflete-se em todos nós.

Fonte pesquisada e resumida: jornal O Estado de São Paulo - sexta-feira, 25/09/09 - caderno Vida&Sustentabilidade

sábado, 15 de agosto de 2009

Mudanças Climáticas desconsideradas

É incrível o que acontece atualmente, mas muita gente parece viver em "outro planeta", mesmo estando aqui nesta Terra inundade de informações e evidências, que nos mostram, claramente, que as mudanças climáticas estão aí.

Pegando algumas evidências das últimas semanas (sem considerar outros meses ou anos) dá pra ver claramente que algo não anda bem. No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, as chuvas atípicas de julho voltaram a deixar a região em estado de alerta devido a deslizamentos e inundações. Claro que em 6 meses desde a última enchente não iam consertar os estragos ambientais de décadas, mas vê-se que algo continua muito errado por lá. Em Goiânia (GO) tivemos a maior temperatura média para o mês de julho desde 1937. Na Ásia tivemos tornados acomanhados de chuvas fortíssimas nas últimas semanas que produziram estragos incomensuráveis, com dezenas de milhares de desabrigados na Índia, na China, em Taiwan, etc.

E mesmo assim, a maior parte dos países signatários da Convenção do Clima, que estiveram reunidos esta semana em Bonn, na Alemanha, nos preparativos para a para a COP 15 do final do ano, relutam em reduzir suas emissões aos níveis recomendados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima), que giram em torno dos 40%. É incrível como fazem um jogo de "empurra-empurra", como se a questão climática não fosse emergencial! A União Européia, por exemplo, propõe reduzir 20% suas emissões e, dependendo do que os Estados Unidos propuserem, podem chegar a 30%! Alguns países não querem reduzir NADA, como é o caso do Brasil e da China, que alegam serem "países em desenvolvimento"... É lamentável, pois a China já é o maior poluidor global e o Brasil está oscila em torno do quinto lugar, devido às queimadas na Amazônia! Com discursos populistas, vêm afirmar que irão perder empregos e divisas; quando poluição não é sinônimo de desenvolvimento, de forma alguma.

Isso se deve ao fato dos custos ambientais não serem computados em cálculos macro-econômicos, como o do PIB (Produto Interno Bruto) dos países, por exemplo. Não se mensura o número de vidas e de patrimônio perdido em tragédias ambientais (alguns economistas equivocadamente até consideram tragédias como "oportunidades de crescimento econômico"), nem mesmo o custo aos sistemas de saúde com o tratamento das pessoas afetadas pela poluição atmosférica ou da água. Sem contar os serviços ambientais gratuitos que as florestas nos prestam com sua biodiversidade. Estes são apenas alguns exemplos do que se perde com a degradação ambiental, o que com certeza é muito mais do que os empregos perdidos com a redução da poluição, porque estes podem ser compensados com novas funções que o setor ambiental está criando e continuará a criar. É uma nova economia, uma "eco-economia" que o mundo não consegue enxergar!

Existe uma proposta a ser discutida e aprovada na Conferência do Clima que ocorrerá em Copenhage, no final do ano, que é da certificação REDD (Redução de Emissões por Degradação e Desmatamento). Esta certificação complementa a do atual Protocolo de Kyoto, por incentivar a preservação das florestas nativas intactas, como forma de reduzir as emissões. No Brasil, por exemplo, a maior parte das emissões são causadas na mudança do uso do solo florestal, desmatando e queimando a vegetal nativa e depois revolvendo o solo para plantar. Nas três operações há liberação de carbono. Agora os serviços ambientais que a biodiversidade nos presta, ainda que difíceis de serem mensurados, são tão ou mais importantes do que a manutenção do carbono na floresta. Isto o REDD assegura, que estes serviços continuarão a serem prestados. Mas, por incrível que pareça, o (des)governo brasileiro se coloca contra esta norma REDD! Seria a solução para preservar a Amazônia, com o aporte de recursos estrangeiros em sua preservação! Mas, injustificadamente, os representantes do lulo-petismo no exterior apresentam seus discursos populistas, com medo da Amazônia ser invadida, etc. e tal, para, mais uma vez, não assinar acordos internacionais que preservem nossos recursos naturais! Ou seja, mais uma vez, tudo na contra-mão do que deveria ser!

Isso sem contar o não-investimento em energias alternativas (só incentiva-se grandes hidrelétricas que desmatam e inundam áreas imensas de florestas), a abertura de estradas em áreas ainda preservadas, o desmantelamento do Código Florestam em nome de ruralistas inescrupulosos que já destruíram quase tudo o que podiam e o que não podiam, etc.

O tempo está se esgotando. Talvez não consigamos reverter o aquecimento global e suas conseqüências. Mas ao menos estabilizar o clima talvez fosse possível com algumas medidas que não significam tanto sacrifício quanto nossos dirigentes afirmam serem necessários. Mesmo assim, nada de novo é feito. Apenas reuniões que acabam decidindo que fiquemos do mesmo jeito. Só que o mundo já não é mais o mesmo. Será que iremos acompanhar estas mudanças?