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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pré-Sal: mentira eleitoral e ambiental

Neste momento em que o senado brasileiro (com letras minúsculas mesmo!) passa por uma de suas piores crises (se não "a" pior), o (des)governo federal arruma mais uma de suas cortinas de fumaça para abafar a vergonha de defender que ladrões profissionais, como sarney, collor e renan calheiros, continuem mandando nas casas legislativas "deste país": agora é a vez do "pré-sal", esta fábula que mais se assemelha a um dos "Produtos Tabajara", criados pelos humoristas do Casseta e Planeta; pois segundo nosso ilustre (des)presidente lulla, após o pré-sal "nossos problemas acabaram"!

No maior estilo das grandes ditaduras, o líder-mor de "nosso país" usa a cadeia nacional de rádio e televisão, próximo à data da Independência do Brasil, para fazer propaganda política a favor de sua patética candidata, a terrorista dilma, afirmando absurdos, como de que passamos por "uma nova independência" e criticando governos anteriores, como se nada tivessem feito pela petrobrás. Utiliza-se ainda da lavagem cerebral extrema, ao dizer que todos que querem "discutir o modelo do pré-sal" são contra a petrobrás... lamentável, sr. lulla, tudo o que está sendo dito! A distorção dos fatos é a regra no (des)governo do operário. E como vivemos numa suposta democracia, temos todos o direito de questionarmos esta política sim!

Primeiro que elle diz que a independência brasileira do petróleo aconteceu em seu (des)governo. Mas ainda não aconteceu. As condições para isso foram dadas pelo governo anterior, o qual não fez tudo o que devia ter feito, mas grandes investimentos naquela época permitiram a suposta tranqüilidade de hoje. Suposta, porque o Brasil ainda importa petróleo sim.

Creditar a resolução de todos os nossos problemas a esta descoberta do pré-sal é mais que ridículo. Os ganhos com esta exploração - se vierem - só darão-se após 2020; ou seja, daqui a uma década. Até lá, bilhões terão que ser investidos (e perdidos) nesta brincadeira! E sabe-se lá se darão resultado, pois a exploração desta camada de petróleo é complicadíssima. Só aí dá-se uma grande enganação ao povo brasileiro. Enganação deslavada!

Além de tudo, é um contra-senso total este (des)governo priorizar, nos dias atuais, um combustível fóssil, finito, responsável por grande parte do aquecimento global no último século e pelas mudanças climáticas em curso; sem contar as inúmeras guerras cuja causa maior foi o petróleo. Vale à pena investir num tipo de energia que está em vias de extinção no planeta? Se hoje já estão tão avançadas as pesquisas e o desenvolvimento de energias alternativas, imaginem daqui a 10 anos! Será que o planeta terá este sede insaciável pelo sujo óleo subterrâneo? Eu, sinceramente e pessoalmente, espero que não. Não que eu torça "contra o Brasil", como nosso dirigente diz de todos que querem apenas questionar o que acontece. Questionar não é ir contra. Querer propor e sabe mais também não. Mas isto o presidente não quer deixar.

O Brasil era um dos países de vanguarda das energias limpas. Com nossas hidrelétricas (hoje até questionáveis também) e com o álcool combustível, desenvolvido na década de 1970 e que hoje abastece a maior parte de nossos automóveis, por que iremos priorizar agora uma forma de energia suja e superada? Existem muitas outras energias que podem ser estudadas e implantadas em nosso território, como a solar, a eólica, a biomassa do lixo, dos dejetos de suínos, o hidrogênio e muitas mais! Poderíamos ser vanguarda em tudo isso! Mas não, nosso presidente quer transformar nosso país em um emirado árabe ou até em uma Venezuela, aos moldes de seus "cumpañero" hugo chaves... E com essas mentiras dominar o povo, da mesma forma que o líder do país caribenho ao norte da Amazônia faz...

Finalmente chegamos às "vantagens econômicas" que diz-se que o pré-sal trará ao Brasil (após mais de 10 anos, é claro). O fato da petrobrás ser uma estatal, empresa orgulhosamente brasileira e todo o discurso populista-nacionalista que se faz em cima dela, desde a ditadura vargas, ao meu ver nunca trouxe benefício à maioria do povo brasileiro. Percorram as favelas, perguntem à população das ruas, aos flagelados pela seca no sertão nordestino ou mesmo à nossa classe-média: aposto que não irão encontrar ninguém que tenha recebido um real sequer dos bilhões de "petrodólares" que esta empresa gera. Estes "petrodólares" - que também provém de um dos combustíveis mais caros do mundo - vão direto para o caixa do governo. Isso desde épocas imemoriais, não é um privilégio do governo lulla, faça-se justiça. Todos os governos ambicionam o caixa da petrobrás. E o máximo de pessoas que este caixa pode beneficiar são algumas dezenas (ou centenas) de burocratas empregados na máquina pública. Inclusive, ao lembrarmos dos acionistas particulares, nem estes o governo atual quer mais, pois pensa em fechar ainda mais o capital da empresa! Então conclui-se que o "povo brasileiro" continuará não vendo o dinheiro da petrobrás e muito menos do pré-sal!

Diz-se no discurso atual que o meio-ambiente será beneficiado. Só colocou-se esta ressalva após a ameaça de candidatura a presidente da ex-ministra Marina Silva, que se desligou (com razão) do partido dos trabalhadores. Graças a esta candidatura, a agenda ambiental será colocada na corrida presidencial. Se continuassem os candidatos anteriores, nem ia-se falar nisto, como em toda eleição! E como o governo lulla tem um viés anti-ambientalista, estampado nas próprias ações da dilma, com seu destrutivo 'pac', não podemos esperar que petrodólares sejam utilizados para defender a Amazônia, a qual está sendo leiloada a seus desmatadores por este mesmo (des)governo!

Então, mais uma vez, não podemos nos iludir. Repito que toda ação que vise a preservação ou defesa do meio-ambiente, mesmo provinda do (des)governo atual, nós iremos elogiar e apoiar sim. Mas esta mentira do pré-sal não pode ser, nem de longe, apoiada sem ser ao menos discutida! Pensemos nisso.